Protesto
O ato terminou em frente à Delegacia Regional
Não é de hoje que a falta de segurança na cidade de Imperatriz, a segunda maior cidade do estado, vem sendo denunciada por autoridades, empresários, comerciantes, entidades civis bem como transeuntes, entretanto, infelizmente, nenhuma providência efetiva foi adotada por parte do Governo do Estado.
Nos últimos dias, de forma considerável, a situação se agravou e teve como estopim, levando centenas de pessoas a tomarem conta das principais ruas da cidade na manhã de ontem, a tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), que vitimou a estudante Camila Fontenele Bezerra, 17, enterrada no final da tarde de ontem, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (20).
O ato público, organizado por estudantes do colégio Dom Bosco, onde a vítima cursava o 3º ano do ensino médio e entidades civis saíram do Centro de Convenções e terminou em frente à Delegacia Regional de Segurança.
No trajeto, os manifestantes passaram em frente de vários órgãos responsáveis pela segurança pública. Durante toda a madrugada e dia de ontem, policiais civis e militares diligenciavam no sentido de localizar o pedreiro Jô Gonçalves dos Santos, o "Miúdo", 24, responsável pelo crime.
Várias fotos foram espalhadas na cidade para facilitar a prisão do assassino. Após matar a estudante, trocar socos com um irmão da vítima, o pedreiro evadiu-se do local em uma bicicleta, e deixou para trás a arma, suas ferramentas e os documentos pessoais, que caíram no momento da fuga.
Pai da vítima, o comerciante José Brás informou que há mais de um mês chamava o acusado para fazer a reforma no quarto da filha, que consistia basicamente em recuperar uma parede, mas depois de muitas desculpas, entre elas, muitos compromissos, "Miúdo" resolveu aparecer na segunda-feira.
Para o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, o tenente-coronel Marco Antônio Alves da Silva, o acusado teria optado pelo assalto porque pretendia pagar dívidas geradas por jogos de baralho. Ele seria jogador compulsivo. A polícia descarta qualquer possibilidade de envolvimento entre vítima e acusado. A jovem foi morta com um tiro no olho quando se recusou a imobilizar a própria mãe.
Outro crime
Por volta das 23h30 de sábado, foi assassinado com um golpe de faca no peito esquerdo, o braçal Wesley Galvão Carvalho, 20, que era morador da Rua 13, Parque São José, também em Imperatriz. Segundo informações, Wesley trabalhava no estado do Pará, e tinha chegado à cidade naquele dia. O fato aconteceu em um bar no Parque São José. Wesley foi intervir na briga de um casal que também se encontrava no bar e foi golpeado à faca no peito esquerdo. Ainda chegou a ser levado para o Hospital Municipal, onde já chegou sem vida. O criminoso fugiu, juntamente com a mulher que ele agredia, e teria sido o pivô do assassinato.