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Marqueteiro entrega o jogo: Capo da Pública diz que Aderson era laranja



Data de Publicação: 23 de novembro de 2006
 
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Laranjões
Entrevista desastrosa
Marqueteiro da Pública deixa Vidigal e Aderson de saia justa

Por essa a turma de José Reinaldo não esperava. Numa pequena entrevista na edição do último domingo na revista Veja, o marqueteiro Antonio Melo, o homem forte da agência de publicidade Pública Comunicação e produtor confesso da mais sórdida campanha de difamação contra os senadores José Sarney e Roseana, acabou provocando uma saia justa no deputado estadual Aderson Lago e no ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal.

Na entrevista, Melo, que foi primeiro contratado para melhorar a imagem decadente do governador José Reinaldo Tavares e de sua mulher, Alexandra, avoca para si toda a responsabilidade da campanha e eleição de Jackson Lago, atribuindo aos demais aliados do governador um papel secundário, quando não de meros laranjas.

Segundo o marqueteiro da Pública, foi ele quem montou a campanha de difamação contra Sarney e espalhou pela internet o cartaz com a fotografia de Sarney encimada pela expressão “Xô Sarney”, divulgada num site de Macapá. Ele também se diz responsável pela estratégia que, segundo ele, resumiu a candidata ao Senado pelo Amapá, Cristina Oliveira, como um mero instrumento de sua propaganda cretina, embora seus aliados de ocasião garantam hoje que a socialista amapaense tenha crescido por conta própria.

Saia justa
O pior das declarações do marqueteiro de José Reinaldo, que fez a campanha de Vidigal com recursos pagos pelo Governo do Estado, sobrou para os dois candidatos reinaldistas que se aliaram a Jackson no final do primeiro turno. Vidigal é, segundo Antonio Melo, uma invenção dele como político. Nem Jackson nem os aliados do governador na Imprensa, como o apresentador Chico Viana e os radialistas mensaleiros Gilberto Lima e Renato Sousa queriam a candidatura de Vidigal. Mas, segundo Melo, a única forma de tirar votos de Roseana era cooptar alguém ligado a Sarney. A opção foi Vidigal, um juiz em fim de carreira, ambicioso e encalacrado com várias denúncias de corrupção que já ganhavam o noticiário nacional.

Para Aderson Lago a saia justa apenas demonstra o caráter do candidato tucano, que, embora tenha negado ser outro laranja de Jackson criado pela pública, não veio a público contestar as informações do marqueteiro publicadas na revista Veja.

Aderson é primo de Jackson Lago e os dois jamais tiveram bom relacionamento. Mas aceitou ser candidato a governador com o objetivo único de atacar Roseana. Ou seja, conforme Antonio Melo, Aderson jamais foi candidato para valer e foi mesmo mais um laranja. Em troca, o deputado em fim de mandato deve ganhar um dos cargos mais importantes no futuro governo, além de ter recebido, segundo circulou na cidade, alguns “milhões de motivos” para servir de laranja no projeto criminoso arquitetado pela Pública e financiado por José Reinaldo com o dinheiro do povo do Maranhão.

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