Santos e Pelé ensaiam uma reaproximação e, para isso, estudam reativar um projeto que nasceu, começou a caminhar, mas acabou morrendo em 1999: a atuação do Rei do Futebol como formador de novos talentos para o clube alvinegro.
Dessa vez, porém, Pelé não seria funcionário do clube, como aconteceu no final dos anos 90, quando o Rei tinha até registro em carteira como treinador das equipes de base. A idéia agora é terceirizar as categorias de base e deixá-las sob os cuidados do Rei do Futebol.
A idéia é embrionária, não é confirmada oficialmente por nenhuma das duas partes, mas já há quem se oponha, como o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Florival Amado Barletta. Ele explica que a base é a menina dos olhos do Santos, pois rende muito dinheiro. Arrendar seria abrir mão de uma receita farta.
- Já ouvi algo sobre isso. Como santista, sou contra. A base é a galinha dos ovos de ouro do clube - declara o dirigente em entrevista à rádio Cacique, de Santos.
Embora seja contrário à idéia, Barletta explica que não pode fazer nada caso o presidente Marcelo Teixeira queira mesmo arrendar a base santista.
- Como presidente do Conselho Deliberativo, não tenho nenhum poder para evitar - diz.
De fato, arrendar as categorias de base do clube é um projeto polêmico, que encontraria muita resistência entre conselheiros e até na torcida. Basta lembrar que o Peixe arrecadou nos últimos anos mais de R$ 100 milhões com a venda de talentos que começaram a nascer quando o próprio Pelé se aventurou como treinador na base. Caso de Robinho, que rendeu ao clube cerca de R$ 65 milhões.