Há um mês, uma comissão de onze moradores do Bairro de Fátima - dentre eles três presidentes de associações de moradores - foi finalmente recebida na Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão pelo diretor Aparício Bandeira que tentou minimizar o problema afirmando que "três anos sem fornecimento de água não é nada".
Ele disse isso comparando com os moradores da Rua das Hortas, no centro da capital, que sofreram com problemas no fornecimento mais de cinqüenta anos até que fosse sanado.
Contudo, ele garantiu que em vinte dias a situação estaria normalizada em definitiva. No entanto, passaram mais de um mês e nenhum funcionário da companhia esteve no bairro para prestar qualquer esclarecimento ou dar qualquer satisfação às famílias prejudicadas.
Na reunião, foi entregue à Caema um abaixo-assinado protocolado, com mais de trezentas assinaturas. Nos primeiros dias, a água chegou às casas com maior regularidade. No entanto, à medida que o tempo passava; tudo voltava a ser como era antes. Miriam Pereira Martins, que por ocasião de nossa última matéria sobre o assunto estava grávida, agora precisa lavar as fraldas da criança recém-nascida longe de casa.