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Parada cardíaca mata jogador da Matonense durante jogo



Data de Publicação: 28 de novembro de 2006
 
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Após a morte do ex-jogador da Matonense, Alex Sandro Souza Pereira, vítima de parada cardiorrespiratória no domingo, na cidade de Avaré (SP), o drama familiar teve outro triste capítulo. Maria de Souza, de 50 anos, tia do atleta de 29 anos, morreu ao saber da tragédia ocorrida com o sobrinho.

Segundo José Luiz Batista de Souza, primo do jogador, Maria de Souza ouviu a notícia pelo rádio, o que aumentou o impacto negativo. A ligação entre os dois era forte, pois Alex Souza também havia sido criado pela tia.

- Eles eram muito ligados. Ele era o sobrinho mais querido dela. Tentaram dar a informação de maneira delicada, mas a notícia já havia chegado pela imprensa.

José Luiz revela que a família está revoltada e relembra que, quando o incidente teve início, o entendimento geral era de que Alex Sandro pudesse estar simulando uma contusão. Na verdade, o drama estava começando, e o atendimento médico não foi adequado.

- Até ser levado por uma Kombi sem nenhuma aparelhagem, meu primo ficou uns dez minutos estirado no chão. Tinha policiamento no estádio. Tomam conta dos torcedores, mas e os atletas? - questiona José, ressaltando que nunca houve ressalvas nos exames médicos do jogador.

O atleta participava da final do campeonato amador da sua cidade natal. O jogo transcorria normalmente, quando os jogadores perceberam o atleta caído. Alex Sandro foi socorrido ainda no gramado, mas não resistiu e faleceu no hospital.

Alex Sandro fez parte do elenco da Matonense que disputou a Série A-3 do Campeonato Paulista em 2006 e foi rebaixado. Um dos gols do jogador na equipe de Matão aconteceu no dia 2 de abril, quando perdeu para o SEV/Hortolândia por 4 a 1.

A morte de Alex Sandro não é caso isolado na história do futebol. Em 2004, o zagueiro Serginho, do São Caetano, sofreu parada cardiorrespiratória durante partida contra o São Paulo. No mesmo ano, o atacante do Benfica, Miklos Fehér, de 25 anos, também foi vítima de um ataque do coração em campo. Dois dias depois, o jogador do Kavlinge (Suécia), Andreas, de 30 anos, morreu em um treino do time, também de parada cardiorrespiratória.

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