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Ponto de ônibus em frente à Reffsa é um risco para usuários de coletivos



Data de Publicação: 29 de novembro de 2006
 
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PERIGO
Dificuldade para atravessar na Avenida Beira-Mar

As obras da Avenida Beira-Mar, em frente à Reffsa, já causaram muitos transtornos à população. A elevação que havia separado os dois sentidos da pista e que servia também para abrigar o ponto de ônibus foi retirada há mais de três meses e, desde então, os usuários de transporte coletivo vêm sendo expostos ao risco constante de acidentes, o que de fato já aconteceu no local.

A cobertura da antiga parada de ônibus foi colocada no chão e cercada por uma frágil tela vermelha. Por isso, as pessoas que esperam coletivos se sentem totalmente sem segurança, por ficarem a menos de meio metro dos ônibus. Os pedestres também se sentem ameaçados, porque é impossível atravessar de um lado para o outro da avenida sem que seja preciso contornar a tela, o que torna o percurso maior e os deixam mais expostos aos carros que transitam por ali.

Ninguém entende o planejamento da reforma. Com o propósito de desafogar o trânsito da área, no final as intervenções podem se revelar uma "faca de dois gumes", porque, depois de finalizada a obra, a via terá quatro pistas e isso deve tornar a travessia ainda mais perigosa para os pedestres.

De acordo com funcionários da construtora responsável, a previsão de entrega é entre o dia 13 e 20 do mês de dezembro. Até lá, a situação permanecerá complicada para os que andam de ônibus.

"Eu tenho muito medo de ficar aqui, fico rezando para que o ônibus chegue logo. Isso devia ser providenciado com mais rapidez, eu até agora não entendi como vai ficar", comentou Íris de Nazaré Alves, auxiliar de serviços gerais.

O estudante universitário Vicente Júnior concorda com Íris: "Não sei como vai ficar, mas acho que o resultado vai ser péssimo. Eu morava em Fortaleza e vejo hoje a diferença nas administrações dos municípios; lá se faziam grandes obras, aqui só se fazem paliativos, esquecem os acabamentos e fica tudo pior do que era".

E a população tem os mesmos motivos para não entender o projeto. A calçada do lado oposto, no sentido de quem está vindo da Camboa, foi aumentada numa variação de um a oito metros e meio, quando descreve uma curva fechada e forma uma espécie de "ponta" no meio da avenida.

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