De acordo com os dados do Hospital Universitário Materno Infantil, as doações desde julho diminuíram 50% se comparadas com os números desse mesmo período no ano passado. Para suprir a demanda do hospital seriam necessários mais de 3,5 l por dia, mas a média de doações têm sido de 2l.
Atendimentos como UTI Pediátrica, alojamento conjunto e serviço de pronto-atendimento, que eventualmente recebem leite, tiveram as doações suspensas. A prioridade são os bebês prematuros e com risco de vida da UTI neonatal.
Segundo Feliciana Santos Pinheiro, coordenadora do Banco de Leite do HU, todas as doações são utilizadas e não há quase estoque. Até as mães que doavam esporadicamente deixaram de aparecer.
Atualmente existem apenas 35 doadoras fixas, quando o necessário é o dobro para manter o estoque. Dessas, apenas 2 tem um volume bom de leite, a maioria doa em torno de 0,5l. "Uma mãe doa até no máximo 4 meses, com o crescimento do seu filho, dificilmente terá excedente", contou.
Uma mãe para ser doadora tem que amamentar e a produção após alimentar o bebê tem que ter excedente. Nesse perfil, as mães interessadas podem ligar para 0800-2806202 que técnicos da maternidade irão ao local com um agente de saúde e instruirão a mãe sobre a forma correta de higiene, conservação e ordenha.
Feliciana relembra que o hospital recebe doações de frascos de vidros para coleta. São vidros de "café solúvel" ou "maionese".