ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Novembro/2006 » Edição 393 » Editorial

Caiu a máscara



Data de Publicação: 30 de novembro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Quem assistiu o encerramento do último debate entre os então candidatos ao Governo do Maranhão, o médico Jackson Lago e a senadora Roseana Sarney, no segundo turno da campanha eleitoral deste ano, pode ouvir o que o candidato do PDT disse ser a grande motivação para participar do pleito: "Eu quero ser governador para ser o único político que derrotou a oligarquia da família Sarney", disse o futuro governador. Era a senha para que se delineasse ali que o ex-prefeito não tinha- como ficou provado agora - um projeto político de desenvolvimento do nosso estado. Ao contrário, o que sempre moveu o governador foi um obsessivo projeto pessoal de poder, movido por um ódio patológico da família Sarney.

Ao longo de três décadas, Jackson Lago sempre fez uma sistemática campanha de ataques ao senador José Sarney e a tudo aquilo que representasse o que ele, em sua compulsiva obsessão, considerava ser uma "oligarquia". Impotente para se confrontar com a grandeza do estadista José Sarney, Jackson redirecionou seu ódio para a filha do ex-presidente, a atual senadora e duas vezes governadora do Maranhão. Numa demonstração de que para atingir seus objetivos valia tomar qualquer atitude, mesmo aquelas que desconstruíam seu discurso "libertador", Jackson Lago não se viu vexado, em 2000, concorrendo à reeleição para a Prefeitura de São Luís, pedir ajuda à própria Roseana, que, na ocasião, governava o Maranhão e surfava na mais alta popularidade jamais vivida por um político maranhense.

Pressionado pela sua rejeição e de sua administração caótica em São Luís e, também, pela liderança de João Castelo, seu concorrente naquela ocasião, Jackson foi até a casa de Roseana e pediu seu apoio para continuar governando a cidade. Obteve o apoio e só assim ganhou a eleição contra Castelo. Emocionado e agradecido, foi à casa de Roseana levando uma garrafa de champanhe Cristal e, reverente e submisso, brindou com a então governadora sua vitória.

Jackson não tem projeto de governo. Nunca teve. Refém de seus algozes de antes e aliados oportunistas de hoje, Jackson sabe que seu governo pode se transformar numa grande fogueira de vaidades e ir parar, mais cedo do que ele e seus cupinchas acreditam, na lata do lixo da história.

Por isso, deixa cair a máscara de samurai tupiniquim que queria derrotar a "oligarquia" e vai, outra vez, pedir arrego para Roseana. Assim, sem mais nem menos. Na maior cara-de-pau. Como se jogasse na privada todo seu discurso falacioso e toda aquela lenga-lenga de libertação. Não foi uma visita protocolar. Nem um gesto de grandeza do vencedor. Foi, ao contrário, a capitulação de um político que se moveu pelo ódio que mina de suas entranhas, que alimentou sua carreira política com a bílis da intolerância, do rancor e da vendeta pessoal.

Não se passaram nem 30 dias e o "grande libertador" caiu aos pés de Roseana, como se toda aquela parafernália usada para atacar a honra de sua adversária, difamar seus parentes, amigos e aliados, pudesse ser simplesmente esquecida da memória de seus opositores. O que os "libertários" vão dizer a seus filhos vendo a foto de Jackson sentado, sorridente e subserviente, ao lado de Roseana? O que dirão os caras pintadas comprados com cachaça e uns trocados vão dizer agora, quando virem o libertador pedindo arrego?

Finalmente, a máscara caiu e a farsa chegou ao fim!

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 393
Edição 393
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br