A jornalista Flávia Regina Melo, secretária de Comunicação do Governo do Estado, jamais chegou ao ponto do que se pode chamar de uma unanimidade. Mesmo dentro do governo, enfrenta resistências sérias à sua forma de atuação. Para uns, apenas uma profissional protegida pela ainda poderosa Alexandra Tavares, e, ainda, que talvez não de fato, a mulher de direito de José Reinaldo. Para outros, Flávia Regina é uma profissional séria e íntegra.
Sua biografia, entretanto, a partir de agora, vai ser colada à imagem de uma assessora de um governante corrupto, que arquitetou, montou e colocou em prática uma poderosa máquina fascista com o objetivo de mentir mil vezes até que suas inverdades fossem transformadas em verdades absolutas.
Antes, a Flávia Regina, ou Flavinha, como é mais conhecida nas redações, era uma mulher lapidada para atuar na linha de frente do jornalismo moderno. Hoje, nem sua capa de intelectual pode mais lhe dar a credibilidade que antes lhe era reconhecida. O esquema montado em seu gabinete é digno da política de propaganda nazista. A secretária de José Reinaldo, ao comando do chefe e com o respaldo dos cofres públicos, instituiu no Maranhão o império da desinformação, comprando jornalistas, colocando-os de forma subserviente aos seus pés e aos pés de seus patrões, para que muitos rastejassem em busca das migalhas das verbas oficiais.
Locou emissoras de Rádio e TV, subvencionou com dinheiro público alguns dos jornais mais comprometidos com a corrupção e o desmando, financiou equipes inteiras de repórteres venais e até professores da Universidade Federal do Maranhão, para criar a sensação de que do lado de lá existia não o governo comprovadamente corrupto de seu patrão, mas sim um estado preocupado em tirar os maranhenses de uma situação de desespero.
Dos computadores de Flávia Regina partiram ordens para ameaçar, tripudiar, enganar e corromper a ordem estabelecida, inventando inverdades e montando a mais gigantesca teia de mentiras que já cobriu o Maranhão. Os tentáculos dessa rede de mentiras foram financiados em todos os recantos do Maranhão. Jornalistas são nominalmente relacionados nas folhas de pagamento de Flávia Regina e seu patrão José Reinaldo. Deputados, prefeitos e até autoridades aparecem como partes interessadas no pagamento de custos de emissora do interior.
Das CPUs dos computadores da secretária Flávia Regina emergiram segredos que contam de forma detalhada a formação de um grande esquema de corrupção para que as práticas condenáveis do governo de seu patrão José Reinaldo prevalecessem sobre a ética e a moralidade. Dos computadores da secretária, que foi insultada várias vezes por seus colegas de Rádio e TV porque ela não os atendia com a presteza que eles supunham que eram merecedores, saíram escândalos que certamente vão manchar não só sua reputação, mas vão ficar como uma grossa camada de lama que vai cobrir para sempre a eleição deste ano.
Da CPU de Flávia Regina pode emergir, no futuro, o destino que esse governo eleito com toda essa parafernália criminosa merece: a punição na Justiça Eleitoral. E à administração de Flávia Regina e de seu patrão José Reinaldo tenham o mesmo destino: o lixo da História.