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Lula cobra agilidade em obras de infra-estrutura



Data de Publicação: 7 de novembro de 2006
 
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Reunião
De volta ao trabalho

No retorno aos trabalhos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou da equipe de governo mais iniciativas em obras de infra-estrutura, temendo que a economia não esteja preparada para um crescimento de 5% em 2007.

Ele reúne-se nesta terça-feira (7) com os ministros Silas Rondeau (Minas e Energia) e Paulo Sérgio de Oliveira Passos (Transportes) para fazer um balanço sobre o andamento das obras em rodovias, portos e hidrelétricas, e listar as mais importantes. O encontro está previsto para a parte da tarde.

Com a iniciativa, Lula pretende acelerar os trabalhos e desobstruir burocracias. Na semana que vem, com a lista das obras prioritárias em mãos, o presidente vai se encontrar com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para pedir celeridade nas avaliações dessas obras pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

A decisão foi tomada durante reunião de coordenação de governo nesta segunda-feira (6) que teve a presença do vice-presidente José Alencar e dos ministros Guido Mantega (Fazenda), Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral). A reunião começou às 12h10 e teve duração de cerca de uma hora.

As reuniões do presidente são os primeiros movimentos do governo com vistas a uma tentativa de fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 5% em 2007, já que os problemas em infra-estrutura são apontados como gargalos para a expansão econômica.

Nesta segunda-feira, o economista Paulo Mol da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) disse que os dados sobre investimentos é um dos obstáculo a um crescimento vigoroso de 5%. Segundo ele, o nível de investimentos em relação ao PIB de 20% nos últimos anos são suficientes para uma taxa de cerca de 3% de expansão.

Reforma ministerial
O presidente quer tratar das questões internas do governo para melhorar as condições econômicas, e, somente depois, começar a discutir a formação do primeiro escalão do próximo governo. O presidente estaria inclinado a deixar as nomeações para dezembro.

Apesar disso, as conversas com os aliados continuam, tanto de olho na negociação sobre o futuro governo quanto as votações no Congresso Nacional. Ainda não há data para a reunião entre os próximos 27 governadores e Lula.

O presidente tomou as rédeas da negociação política e vem empenhando-se pessoalmente nas articulações com o Legislativo. Ele quer ver aprovado antes do fim do ano a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e o Fundo Nacional de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica (Fundeb).

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