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Perigo e encantamento nas marés de sizígia na orla marítima de São Luís



Data de Publicação: 7 de novembro de 2006
 
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Natureza Viva
Marés altas avançam sobre os bares

O mês de novembro iniciou com um fenômeno que deu a tradicional caminhada no calçadão nas praias de São Luís, ou o passeio à noite um destaque a mais: a maré de sizígia. Semelhante ao que aconteceu no mês de março deste ano, na Praia da Ponta d'Areia, a maré alta chama a atenção porque invade os bares da orla e até o calçadão.

De acordo com o núcleo de Meteorologia da UEMA, a previsão é que esse fenômeno dure até o dia 10, mas as ondas altas, com ordem de 6m, somente até, no máximo, dia 8. No último final de semana, elas chegaram a 6,3m nas duas preamares do dia.

Na Praia de São Marcos, a água chegou próximo ao calçadão e passou embaixo das barracas. José Araújo que há 8 anos possui empreendimento na orla e há pelo menos 3 está na São Marcos, garante que quatro vezes por ano a maré vem a níveis tão altos.

Na opinião dele, o que aconteceu no final de semana provavelmente não se repetirá nos próximos dias, porque a mudança da lua influencia também na força da maré. Domingo, conforme explicou, foi lua cheia e por isso a maré foi mais longe.

Na Praia do Calhau, apesar de não ameaçar os donos de bares, a maré não deixou de chamar a atenção. Ingrid Matias, proprietária de bar, contou que as ondas chegaram bem próximas do limite das cadeiras e mesas. Para ela, observar como a maré tem uma disciplina estipulada pela natureza é algo bonito.

Ventos
Dentre outros fatores que influenciam a intensificação da maré de sizígia, estão os ventos, conforme explicou Márcio Eloi do núcleo de Meteorologia da UEMA. Na previsão, as rajadas de ventos de até 100 km/h contribuem com as marés para que atinjam determinadas alturas.

Essa é uma característica da chegada do período seco no Maranhão, que começa em agosto e a cada mês aumenta. A previsão é de que até o fim do ano, as rajadas de ventos atinjam mais de 150 km/h. "Temos a previsão para a ordem das ondas que aliada com as rajadas de ventos intensificam", explicou.

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