Coalizão
Governabilidade e apoio
O presidente Lula retomou ontem conversas com governadores eleitos e partidos aliados em busca da chamada "coalizão" de forças para o segundo mandato. Lula reuniu com o governador eleito do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e com o líder do PTB na Câmara, deputado José Múcio (PE).
O líder petebista disse que o partido está disposto a colaborar com a governabilidade, além de continuar integrando a base de Lula nos próximos quatro anos -apesar de o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), ter se declarado contrário ao apoio do partido no segundo mandato. Em entrevista à Folha de S.Paulo na segunda-feira, Jefferson disse que "o PTB pode apoiar a governabilidade, mas não tem que estar na base do governo".
Múcio afirmou que a maioria dos parlamentares eleitos pelo PTB é favorável à permanência do partido na base de apoio de Lula. "Nossa proposta é sermos parceiros da governabilidade. Vamos ver a posição de cada parlamentar, mas 95% dos deputados eleitos apoiaram o Lula", disse Múcio.
Apesar das críticas de Jefferson, Múcio disse que não há riscos de o PTB acabar "dividido" entre os que defendem e condenam a sustentação ao governo Lula --como ocorre no PMDB. "Vamos ficar com uma ala só, uns trabalhando mais. Não temos nem tamanho para nos dividir", disse.
O líder também defendeu a permanência no governo do ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, que é do PTB. "O presidente hoje não vê mais o Walfrido como um ministro do PTB, mas como um grande nome. Os números do turismo respondem por mim. Mas defendo que ele continue na pasta [depois da reforma ministerial]", afirmou.
PMDB
Além da conversa com Múcio, Lula terá ao longo do dia reuniões com membros do PMDB para discutir a participação da legenda em seu segundo mandato. Além de Requião, que deixou o Palácio do Planalto sem conversar com jornalistas, Lula recebeu à tarde o senador José Maranhão (PMDB-PB) e o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeu (PMDB).