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Data de Publicação: 2 de dezembro de 2006
 
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Regis Marques
regisveracruz@uol.com.br


Ação enérgica
Apesar da precariedade com que desenvolvem seus trabalhos de fiscais dos abusos cometidos durante o processo eleitoral, os procuradores eleitorais Juracy Guimarães Júnior, José Leite Filho e Marcílio Nunes Medeiros estão fazendo das tripas coração para moralizar o processo eleitoral.

Eivado de vícios, como cooptação ilegal de sufrágio, abuso de poder econômico, utilização de caixa 2 e uso da máquina administrativa do Estado com, inclusive, desvio de recursos públicos para financiar candidatos governistas, a eleição deste ano foi a mais criminosa de toda a história política do Maranhão.

Pelos cálculos de experientes políticos, suspeita-se que o governador José Reinaldo deve ter injetado cerca de R$ 1 bilhão para eleger seus candidatos e, principalmente, o futuro governador Jackson Lago.

É preciso, pois, que o Ministério Público Eleitoral Regional dê continuidade a essa atuação, pois se existem políticos que foram beneficiados por atos criminosos, na outra extensão da rede está quem pagou a patifaria. E, se continuar agindo com o rigor com que vem atuando, certamente que os procuradores vão chegar ao Palácio dos Leões.

Querendo aparecer
O missionário Porto, que se diz, enganosamente, pastor evangélico, é um completo desconhecido. Por isso, passa a vida a visitar órgãos públicos e redações de jornais para aparecer na mídia. Suas andanças, sem o aval do governador eleito Jackson Lago, começam a provocar ciumeira nos frentistas.

Em tempo: Porto quer indicar um secretário e colocar um representante seu em cada secretaria.
Esperto, não?

Vai ajoelhar
Os jornais amilhados, em sua edição de ontem, dizem que Jackson luta para o governo liberar R$ 1,2 do Fundo Nacional de Energia para a instalação do Gasoduto Meio Norte. O setor elétrico é controlado com mão de ferro pelo senador Sarney. O líder da Frente da Traição vai ter que gastar muita saliva. Ou então, ajoelhar e rezar.

Pode mudar
Se for confirmada a cassação do diploma do deputado Afonso Manoel, o quadro na Assembléia Legislativa deve mudar. Os mais de 71 mil votos por ele recebidos podem ser anulados e devem favorecer a outras coligações. Além de Afonso Manoel, também pode dançar Domingos Paz, eleito com as sobras do herdeiro do grupo Lusitana.

Lamentável
Devoto que sou de Nossa Senhora da Conceição, chocou-me o estado em que se encontra a Igreja da Santa, no Bairro Anil. É um contraste absurdo com o que é gasto nos festejos que ocorrem nesta semana na paróquia da mesma Santa, no Monte Castelo.

O mordomo
O tenente-coronel Marco Antônio Alves culpa o mordomo, ops!, a Imprensa pela violência que campeia em Imperatriz, área sob seu comando. O que o coronel não diz é que a culpa é do seu comandante-em-chefe, Zé Noel, que sucateou o setor e deixou Imperatriz a ver navios. Mas a população de lá aprova tudo isso e votou na corriola de Zé Noel. Então...

Esquema
Esse pessoal parece que não aprendeu com a descoberta da farsa montada nos porões da Secom de Flávia Regina. Um dos jornalistas amilhados produziu uma matéria sobre o crescimento do emprego em São Luís, não se sabe com dados de onde. Agora a matéria é usada por Flavinha para mostrar os “grandes feitos” de seu patrão ZéNoel.
Assim, até eu!

Pai do Cruzado
Ex-ministro do Planejamento no governo Sarney e um dos pais do Plano Cruzado, João Sayad foi secretário municipal de Finanças de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy. Agora está de volta a uma cadeira na administração paulistana. Vai ocupar a Secretaria de Cultura no governo de José Serra.

De molho
Os promotores Themis Pacheco, Cláudio Cabral Marques e Cláudio Guimarães, que iniciaram o processo contra Alexandra Tavares por enriquecimento ilícito ainda estão de molho. Eles aguardam decisão do CNJ, que vem sendo protelada, em que cobram o direito de investigar qualquer pessoa. Os três, em castigo por mexerem com o vespeiro, agora só podem investigar crimes praticados por policiais.

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