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A oposição é aqui



Data de Publicação: 19 de dezembro de 2006
 
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O senador João Alberto deu um claro e duro recado aos governistas aliados e submissos do atual e futuro governo: a bandeira da oposição mudou de mãos e vai ser usada para mostrar que aqueles que controlam a máquina governista tanto a nível municipal quando no plano estadual, vão fracassar em seu projeto de poder e que seu grupo, liderado pelos senadores José Sarney e Roseana, vão retomar, em breve, o leme da administração estadual e dar continuidade ao projeto de desenvolvimento iniciado no primeiro mandato da governadora e que sofreu solução de continuidade nos últimos cinco anos, durante o desastroso desgoverno de José Reinaldo.

O discurso dos governistas ainda é o do palanque e eles gostam de referir-se a eles mesmos como oposição, embora sejam governo há pelo menos quatro anos. Eles gostam de alardear que os "oposicionistas estão unidos", quando todo mundo vê claras evidências que o consórcio de partidos, que rateou entre si as verbas e o poder para sustentar José Reinaldo no cargo, começa a se desmontar. São tantas as intrigas, tantas disputas por nacos do poder no futuro governo que é impensável que personalidades egocêntricas e tão diametralmente opostas como Aderson Lago, Jackson Lago, Roberto Rocha, Tadeu Palácio e João Castelo se manterão unidas depois de, concluídas as negociações de divisão do poder, cada um perceber que o outro ficou com uma fatia maior do bolo.

A bandeira da oposição, nas mãos de líderes como Ricardo Murad, César Pires e Max Barros, será brandida de forma veemente cada vez que o "governo da libertação e da mudança" se utilizar de práticas que eles diziam condenar quando eram, de fato, oposicionistas. Ricardo já teve oportunidade de se expressar sobre o assunto e foi enfático ao dizer que o PMDB deverá conduzir os oposicionistas para uma postura vigilante, mas responsável.

Aos governistas restará descer do palanque vivendo uma nova realidade. Não mais serão estilingue. Passarão, agora, à condição de vidraças. Agora com duas agravantes: não terão, como Jackson Lago e Tadeu Palácio tiveram na Prefeitura, vereadores inexpressivos que se satisfaziam com a manutenção de seus redutos eleitorais. Agora, os governistas terão de enfrentar profissionais da política, homens que estiveram perto do poder e sabem como a máquina funciona. Não darão descanso ao governo e aos governistas. Não há espaço para principiantes.

O velho discurso de "a oposição está unida" não encontrará mais eco na sociedade. Os governistas terão agora a missão de fazer. E fazer de forma diferente e bem feita. Não poderão, depois, justificar-se pelos seus fracassos pondo a culpa na "oligarquia". Se falharem - e isso parece inevitável dado a multiplicidade de interesses individuais - os governistas não poderão mais usar a linguagem chula que vinham se utilizando para atacar os adversários e que era elaborada e financiada dentro dos porões da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. O jornal da família Bogéa, principal porta-voz do governo mais corrupto do Brasil, continua a sustentar seus editoriais se autoproclamando "oposicionista". Ainda não desceu do palanque, visto que recebe generosas verbas da Assembléia Legislativa, do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís.

Quando se iniciar o ano de 2007 e as verdadeiras vozes da oposição começarem a se alevantar na Assembléia Legislativa, os governistas perceberão, que estarão começando um lento processo de devolução do poder ao grupo que tanto tentaram desmoralizar.

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