Regis Marques
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Acomodando
A pretendida reforma administrativa de Jackson Lago foi um fiasco. Ao invés de enxugar a máquina pública e partir para uma radical mudança no modelo de governar de seu antecessor, que transformou a administração pública num paquiderme lento e caro, o governador eleito apenas acabou com as gerências regionais criadas por Roseana, num claro sinal de que sua vendeta pessoal não se limitará aos insultos que dirigia à senadora durante a campanha.
De mais, Jackson criou novos órgãos para abrigar a legião de penduricalhos eleitorais que ele trouxe do segundo turno. Antes, quando Roseana modernizou a administração pública, fechou órgãos inúteis que só serviam de cabides de emprego, só existiam 17 secretarias.
No governo de Jackson, para empregar parentes e amigos, Jackson vai ter 26 cargos de primeiro escalão para “agradecer” ao empenho de seus amigos e ex-inimigos.
Ou seja, começa mal o governador, pois não fará o que todo governante comprometido com o interesse público deve fazer: cortar gastos.
É só olhar o que José Reinaldo fez para se livrar do impeachment para perceber que Jackson começa a trilhar o mesmo caminho.
É triste! Mas, é real.
Cadê a Grande? – 1
Todo mundo dizia que Alexandra iria ocupar um cargo importante na atual administração, mas pelo andar da carroça, ela vai ficar mesmo em seu palacete, curtindo o soldo cerrado de Brasília na sua piscina térmica, ao lado de seu amor.
Seja ele quem for.
Cadê a Grande? – 2
Aliás, na reforma administrativa votada ontem pela AL não existe uma única menção ao futuro da Secretaria de Solidariedade Humana, o brinquedinho criado por Zé Reinaldo para que sua ex-mulher pudesse fazer de conta que trabalhava, enquanto badalava nas raves psicodélicas feitas por Nelson Piquet e Érica.
Saco de maldades
Tem fundo infinito o saco de maldades de José Reinaldo. Ele vetou o projeto 223/2006, encaminhado pelo Poder Judiciário, que criou cargos para que fossem aproveitados os concursados. Muita gente alimentou a esperança de um novo emprego no ano que chega, mas Zé Noel não dá refresco e acabou com os sonhos de quem estudou e passou no concurso do TJ.
Na lixeira
Embora se esforce para aparecer nas fotos ao lado do governador Zé Noel, o deputado Domingos Dutra não tem conseguido muita coisa desde que entrou para o cordão dos puxa-sacos. Ontem ele viu dois projetos seus demagógicos irem parar na lata do lixo. A subserviente AL manteve o veto de José Reinaldo aos dois projetos.
Caiu
O futuro secretário de Esportes, seja ele quem for, vai ter que se virar para salvar o que resta dos nossos ginásios e estádios. Se o Castelão está interditado há quase dois anos, o Ginásio Rubem Goulart, no Bairro de Fátima, não resistiu ao descaso previamente denunciado aqui, e desabou.
Amém
Como sempre faz, subserviente e conivente, a Câmara Municipal de São Luís aprovou o projeto do rei do gato, Tadeu Palácio, reajustando o IPTU em 3,26% a partir de janeiro de 2007.
Outra vez, corajosamente, a vereadora Marília Mendonça votou contra as ordens do Palácio La Ravardière.
Nitroglicerina
Vai ser detonada a primeira bomba pós-período eleitoral. O presidente do PPS, Paulo Matos é o principal alvo da detonação. Segundo uma fonte que a coluna teve acesso, até o candidato derrotado ao governo, João Bentivi, tem graves acusações contra o ex-comunista que dirigiu a gerência regional de Santa Inês.
Oligarca
Há fortes evidências que revelam que Jackson queria derrotar a “oligarquia” para montar a sua. Há lugares reservados em seu governo para o genro, Júlio Noronha, para o irmão Wagner Lago, para o primo Aderson Lago e para a sobrinha, Cristina Moreira Lima.