ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2006 » Edição 412 » Política

Projetos federais viram mofo nas mãos de José Reinaldo



Data de Publicação: 23 de dezembro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Má educação
Escolas não saem do papel

O governador José Reinaldo (PSB), através da Secretaria de Educação, inaugurou, ontem (22), no Campus Paulo VI, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mais um prédio escolar do Projeto Alvorada, do Governo Lula.

Apesar da inauguração, a obra, tocada a passos de tartaruga desde 2003 - em agosto de 2004 a mídia amilhada anunciava: "Escola na Uema, com obra em ritmo lento, que vai ser acelerado na próxima semana" -, revela o grau de desprezo do Governo do Estado e dos secretários de Educação, Lourenço Vieira da Silva (chefe) e Anny Kristen (adjunta), pela questão educacional no Maranhão.

Como o caso da escola da UEMA, há pelo menos outros 16 na mesma situação, com um agravante: neles, as escolas não saíram do papel e o destino dos recursos enviados pelo Governo Federal continua incógnito.

Um dos exemplos mais conhecidos é o da suposta escola que seria construída no antigo prédio do Sioge (Serviço de Impressão Gráfica do Estado), localizado nas proximidades do Mercado Central, em São Luís.

Novamente, a mídia amilhada atuou a favor do governador - "Adaptação do antigo Sioge para funcionar como escola com 20 salas de aula, que irão proporcionar mais 2.700 vagas escolares. A obra está com ritmo lento, com possibilidade de melhora a partir de 22/08", divulgaram -, mas a realidade voltou a denunciar a verdade.

Até hoje, a "obra" não saiu do papel e o que deveria ser mais um grande projeto para a educação maranhense pode virar mofo.

Outros exemplos
Assim, se seguiram as "escolas" de Itapecuru, que está sobre escombros e teria 12 salas de aula e comportaria mais de 1.620 alunos; a de Zé Doca, que nunca saiu do papel; a de Presidente Dutra, esta que deveria ter 15 salas de aula e possibilitaria acesso a mais 2.025 estudantes; e a de Barra do Corda, que teria 12 salas de aula e supostamente atenderia 1.620.

O projeto arquitetônico dessas escolas contemplaria área administrativa, almoxarifado, biblioteca, quadra coberta, baterias de sanitários, inclusive com adaptação para deficientes físicos, laboratório de informática, cozinha, vestiário, cujas dependências deveriam possuir piso industrial de alta resistência e esquadrias em tabicão - para melhor aproveitar a ventilação - e iluminação naturais, além de auditório com esquadrias pivotantes.

Sob a tutela de Anny Kristen e Lourenço Vieira da Silva, entretanto, nenhuma delas saiu do papel, e serviram apenas aos discursos dos governistas durante a campanha, como promessas a serem cumpridas caso o candidato do grupo fosse o eleito.

Novas obras?
O curioso é que, mesmo com problemas para entregar as obras que já deveriam estar prontas há muito tempo, o governo ainda chegou a anunciar a construção de novas escolas pelo mesmo Projeto Alvorada.

De acordo com o cronograma da Seduc, os próximos municípios "beneficiados" com as escolas seriam os de Bom Jesus das Selvas, Buriti de Inácia Vaz, Lago da Pedra, Pinheiro, Vargem Grande, Brejo, Vitória do Mearim, São Domingos do Maranhão, Pindaré-Mirim, Colinas e Santa Luzia do Tide. Mas estas obras também nunca saíram do papel.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 412
Edição 412
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br