Recorde
A gente era feliz e não sabia
O ministro do Planejamento Paulo Bernardo, ao defender as políticas econômicas e sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que a renda per capita do Brasil nunca foi tão elevada quanto na atual administração petista. A exceção, segundo revelou o próprio ministro, foi no período do Plano Cruzado no governo do ex-presidente José Sarney.

O ministro está correto na informação. O governo Sarney realmente se destacou na preocupação com o social e na geração de empregos. O desemprego médio do período governador pelo maranhense José Sarney, de 1985 a 1989, foi de apenas 3,95%, tendo chegado a 3,5% em 1989. Nos governos do ex-presidente Fernando Collor de Melo, dividido com Itamar Franco (1990 a 1994) a média foi de 5,05%; no de Fernando Henrique, somente até o ano 2000, atingiu a média de 5,59%. Depois disso, o índice de desemprego médio no Brasil ficou descontrolado, atingindo, desde 2001, a casa dos dois dígitos.
Por outro lado, o ex-presidente Sarney encontrou as finanças com déficit de 2,58% e deixou um superávit primário de 0,08%, o que mostra o equilíbrio das contas públicas durante o primeiro governo pós-Ditadura Militar. A dívida externa, que era de 123 bilhões fora reduzida a 99 bilhões de dólares, caíra de 37,5% para 24,8% do PIB. O Brasil, que era a 8ª economia industrial, passou a ser a 7º. Não havia dívida interna significativa.
Por tudo isso, se consultados dados oficiais e os relatórios de instituições internacionais multilaterais, como o Unicef, durante o governo Sarney verificou-se o mais baixo índice de miséria no Brasil.