O chefe de gabinete da Gerência Regional de Santa Inez, professor Celso Marques, confirmou ontem todas as denúncias do ex-prefeito de Monção, ex-gerente adjunto da Regional e atual delegado de polícia de Igarapé do Meio, Murilo Jansen, de que o presidente do PPS no Maranhão, Paulo Matos, comandou durante dois anos uma quadrilha que desviou mais de meio milhão de reais de recursos públicos do Fundovigue, NEPE, fundo para tratamentos odontológicos e verbas de custeio destinadas a atender a população pobre do Vale do Pindaré. O professor garante que "o gerente pouco ia à região e quando aparecia era para fazer orgias".
Essa administração foi um desastre e marcada por irregularidades. "O falso engenheiro Manoel, homem de confiança de Paulo Matos e o Raimundo Filho, o gestor de saúde da gerência, faziam laudos falsos dos recursos do NEPE E PRODIM e os recursos eram liberados sem as obras estarem prontas", denuncia Marques.
Outro fato grave foi a suspensão de liberação dos recursos do Fundovigue, que é uma verba federal. Segundo Marques, estes recursos foram suspensos da região porque foram constatados os desvios denunciados pelo ex-prefeito Murilo Jansen, e hoje a administração da verba é feita diretamente pela Secretaria de Estado da Saúde daqui de São Luis, provocando assim sérios prejuízos para a população pobre região.
Indignado, Celso Marques revela que a dupla Paulo Matos e seu fiel escudeiro, Raimundo Filho, foram para a região de Santa Inês apenas para se divertir, para fazer orgias e se locupletar das verbas públicas. "Eles nunca tinham visto dinheiro naquele montante. Quando viram, enlouqueceram e passaram a gastar tudo como se fosse dinheiro deles. Essa gente não está preparada para a função pública, são irresponsáveis, corruptos e envergonham qualquer governante", diz, taxativamente, Celso Marques. Ele informa também que tanto Paulo Matos quanto Raimundo Filho não possuem profissão regular, nunca trabalharam na vida, estão desempregados e vivem à custa do partido.
Indagado sobre como apurar e punir os responsáveis pela corrupução praticada na Regional de Santa Inês, Marques diz que basta o Ministério Público, tanto Federal quanto o Estadual, fazerem uma simples análise das prestações de contas que vão constatar todos os desvios, garante.