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PF de Mato Grosso indicia 7 no caso da compra de dossiê



Data de Publicação: 24 de dezembro de 2006
 
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Epílogo
Novela do dossiê tem novo capítulo

A Polícia Federal de Mato Grosso indiciou sete pessoas no inquérito sobre a tentativa de compra de um dossiê contra tucanos promovida por pessoas ligadas ao PT.

Segundo fonte da PF, o relatório propõe que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato derrotado ao governo de São Paulo, responda solidariamente pelo crime eleitoral em que foi indiciado o seu tesoureiro José Giácomo Bacarin, "por fraude na prestação de contas (caixa 2)", com base no Código Eleitoral.

De acordo com a fonte, o senador teria co-responsabilidade pela veracidade da prestação de contas da sua campanha, seguindo os artigos 20 e 21 da lei 11.300, a minirreforma eleitoral aprovada este ano.

A assessoria da PF confirmou que o advogado Gedimar Passos, o coordenador da campanha de Mercadante, Hamilton Lacerda, e o empresário Valdebran Padilha foram indiciados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Já os sócios da Vicatur Câmbio e Turismo, de Nova Iguaçu (RJ), Sirley Chaves e Fernando Ribas Soares, foram indiciados por crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro.

O superintendente da PF, Daniel Lorenz de Azevedo, evitou mencionar os nomes dos indiciados, apenas listou os crimes, alegando que o caso é investigado sob segredo de Justiça.

Lorenz disse a jornalistas que há possibilidade de abertura de outros inquéritos, entre eles um para apurar a conduta da Vicatur.

A empresa realizou a operação de venda de dólares para o esquema do dossiê no montante de 248,8 mil dólares fazendo uso de "laranjas", segundo a PF, que rastreou o caminho da moeda desde um banco alemão até Miami, sua entrada no Brasil pelo banco Sofisa e o saque no mercado doméstico pela casa de câmbio.

O delegado responsável pelo inquérito, Diógenes Curado, encerrou na sexta-feira o relatório do caso e o encaminhou juntamente com o inquérito à Justiça Federal. A peça de investigação tem 35 volumes, sendo o principal com 1.400 páginas.

No trabalho, a PF interrogou 29 pessoas e analisou 1 milhão de reais em movimentação bancária na tentativa de descobrir a origem e beneficiários do esquema. Para subsidiar a investigação, a autoridade policial obteve da Justiça a quebra de mil sigilos bancários, fiscais e telefônicos.

O inquérito foi aberto após a PF deter petistas no hotel Ibis, de São Paulo, em setembro, com 1,168 milhão de reais e 248,8 mil dólares.

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