O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a regulamentação do teto do funcionalismo público federal, fixado em R$ 24.500. Segundo Lula, as mudanças no teto devem integrar a reforma política que deve voltar às discussões do Congresso Nacional na próxima legislatura.
"Defendo a tese de que, na discussão da reforma política, entre a PEC sobre o funcionalismo. Quando, eu não sei, mas há distorções", disse.
O presidente afirmou que vai trabalhar para que as irregularidades sejam coibidas, já que há funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário que recebem remunerações acima do teto estabelecido pelo funcionalismo --ao incorporarem gratificações de outros órgãos.
"Precisamos encontrar um jeito para conseguirmos uma política salarial para os três Poderes. É muito difícil convencer as pessoas, mas vamos encontrar uma solução negociada", afirmou.
Lula defendeu reajustes para o Executivo - que, segundo ele, não aumenta os salários de funcionários de cargos de confiança desde 1998. "Os funcionários de carreira têm reajuste, mas os de natureza especial não têm. As pessoas que estão aqui não têm salários por fora e estariam ganhando muito mais se estivessem em empresas privadas", disse.