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PM prende policias acusados de roubar caixas eletrônicos



Data de Publicação: 24 de dezembro de 2006
 
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Rio
Quadrilha roubou cinco caixas

A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu, na última sexta-feira (22), três capitães e um sargento acusados de participar de uma quadrilha que roubava caixas eletrônicos no Rio de Janeiro.

Um soldado do Getam (Grupamento Especial Tático Móvel) também suspeito de fazer parte da quadrilha já estava preso. Um sargento do 4º BPM (Tijuca) ainda está foragido.

"Eles eram os cabeças", afirma o comandante do Batalhão de Choque, Romilton Corrêa, que realizou a investigação sobre o roubo de cinco caixas eletrônicos na Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), na Tijuca, Zona Norte, em 2004. Ele afirmou que participaram do roubo ainda policiais civis e que o líder do grupo era civil, mas não quis identificá-los.

Segundo Corrêa, no roubo os policiais estavam fardados e usavam viaturas policiais. A pretexto de uma diligência dentro da Comlurb, os policiais renderam os vigilantes e roubaram os caixas eletrônicos e um cofre.

Os batalhões a que os policiais presos pertencem hoje não são necessariamente o que eles trabalhavam à época do roubo.

Na saída da Comlurb, o comboio dos policiais-criminosos formado por cinco carros --quatro com inscrição da polícia e um descaracterizado, também da polícia-- além de uma Sprinter e uma Traffic, onde estavam o produto do roubo, foram interceptados por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos.

Cinco pessoas --quatro civis e um militar-- foram presas e dois caixas eletrônicos foram apreendidos, com valores de R$ 14.570 e R$ 9.740.

Neste ponto, Corrêa vê incongruências que precisam ser esclarecidas na Polícia Civil. Embora cinco caixas eletrônicos e um cofre tenham sido roubados, apenas dois caixas foram recuperados. A quantia roubada chegava a R$ 1 milhão, muito acima dos cerca de R$ 24.310 recuperados.

Outro fato que causou estranheza ao comandante foi que apenas cinco pessoas foram presas, ao passo que outras nove também estavam envolvidas no dia do crime.

"Houve graves imputações na finalização da ocorrência policial na delegacia de Roubos e Furtos", disse.

Segundo Corrêa, as quadrilhas a caixas eletrônicos fazem em média de quatro a cinco roubos por mês.

Ele disse que o trabalho de investigação durou dois anos e contou com a cooperação direta dos cinco presos, além da quebra de sigilo telefônico e fiscal. "Sofri ameaças de morte, mas a cada uma respondia que as investigações tinham que continuar."

Ao todo, 17 policias militares foram indiciados, mas a Justiça só expediu mandados para seis pessoas.

O inquérito policial militar aponta ainda a participação de outras 11 pessoas por envolvimento no crime: um capitão e mais dez soldados. Além disso, Corrêa afirma que outros 11 policiais militares que não estavam de serviço também tiveram participação.

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