Desespero
Natal sem presente
Enquanto a maioria dos trabalhadores do Brasil alegra-se com o período natalino e de fim de ano em Coroatá acontece justamente o contrário. Tudo porque mais de duas mil famílias que dependem diretamente do salário pago pelo município ainda não viram a cor do dinheiro este mês.

Até ontem (26), funcionários da educação infantil - que já não recebem há dois meses -, professores da zona rural, funcionários da bandinha municipal, dentre outros, continuavam sem poder honrar com seus compromissos por conta da irresponsabilidade do prefeito Luís da Amovelar.
Também na esteira do descaso, o prefeito vem protelando o quanto pode o pagamento do 13º salário. Segundo alguns servidores que contataram nossa equipe de reportagem, Luís da Amovelar apenas tergiversa quando o assunto é quitar suas dívidas com o funcionalismo público.
Alguns professores do Complexo Educacional do Ensino Fundamental (Escola Municipal) ameaçaram fazer greve por conta do atraso do mês de outubro, que deveria ser pago, como de costume, até o dia 10. O prefeito, então, resolveu pagar os funcionários de algumas secretarias no dia 25 de novembro e, sob nova ameaça de greve, exigiu do diretor o nome dos grevistas da referida escola, que continuavam cobrando o mês de novembro mais o décimo terceiro.
O resultado é que, num ato de extrema crueldade, a secretária de Educação convocou todos os diretores de escola para dar o presente de grego aos funcionários da educação: pagamento do 13º para a minoria que possui conta em banco, não incluído aí os professores das escolas da zona rural, da educação infantil e outras secretarias.
Não há, ainda, previsão para o pagamento do mês de novembro e, para piorar, Luís da Amovelar já anunciou a demissão de vários funcionários, que foram obrigados a assinar um contrato criado pelo prefeito, chamado por muitos de contrato da morte.
Segundo o contrato, estes funcionários não receberão seus salários atrasados no mês de janeiro como os que ficarão trabalhando.
Na tentativa de enganar os funcionários, depois de atrasar os salários referentes aos meses de novembro e dezembro o prefeito decidiu pagar o 13º para uma pequena parte dos deles, muitos dos quais aliados do seu grupo, e este ainda com desconto.
Com os atrasos e a falta de dinheiro circulando no mercado, o comércio coroataense está à beira de um colapso.
Humilhação
A situação fica humilhante especialmente àqueles que ganham salário-mínimo para trabalhar dois turnos, como é o caso das atendentes dos postos de saúde, dos garis e dos vigias.
No entanto, enquanto o povo coroataense e os funcionários públicos sofrem com a péssima administração e falta de compromisso do prefeito Luís da Amovelar, uma pequena minoria, como é o caso dos secretários, vereadores do prefeito e aliados, vive esbanjando riquezas. Na mais completa demonstração de humilhação e desprezo pela pessoa humana.