O Congresso Nacional entrou em recesso parlamentar oficialmente nesta semana por mais de um mês e retoma suas atividades somente dia 2 de fevereiro de 2007 – quando terá início a nova legislatura com os parlamentares eleitos em outubro deste ano. O esvaziamento do Congresso só não é maior porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será empossado pelos parlamentares dia 1º de janeiro para o seu segundo mandato.
Nos corredores do Congresso, funcionários do serviço de limpeza correm contra o tempo numa espécie de minirreforma para a posse. O carpete do Congresso Nacional recebeu tratamento especial, assim como as cúpulas da Câmara do Deputados e do Senado Federal —que também passam por uma “maquiagem” para melhorar a imagem do Parlamento na posse.
No período de recesso parlamentar, apenas oito senadores e 17 deputados que integram a Comissão Representativa do Congresso ficam de “plantão” para realizar atividades parlamentares. Os deputados e senadores são autorizados pelo regimento do Congresso a ficar fora de Brasília, mas devem ficar acessíveis caso seja necessário tomar medidas emergenciais.
Entre os integrantes da comissão estão o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), o líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RS), e os senadores Heloísa Helena (PSOL-AL) e Paulo Paim (PT-RS) —que tiveram os nomes aprovados pelo plenário do Congresso.
Do outro lado da rua, no Palácio do Planalto, os preparativos são ainda maiores para a festa da posse de Lula. O espelho d’água do Palácio foi reformado e funcionários trabalham na montagem do palco onde artistas farão apresentações culturais na posse —que vai custar cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
No dia 1º de janeiro, Lula será empossado pelos 81 senadores e 513 deputados no Congresso Nacional. Em seguida, segue para o Palácio do Planalto onde colocará a faixa presidencial e discursará para convidados e populares que acompanharão a posse na Praça dos Três Poderes.
Neste ano, Lula não empossará os ministros que vão integrar o governo no segundo mandato já que o presidente adiou a reforma ministerial para fevereiro de 2007.