A Força Sindical informou, ontem (28), que vai processar na Justiça o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), líder do PFL na Câmara, por suas declarações a respeito da participação das centrais sindicais na negociação do novo salário-mínimo. Em nota oficial, a direção da Força chamou de "absurdas" as acusações do parlamentar, que teria se pronunciado num "momento de insensatez".
As centrais sindicais fecharam um acordo com o governo em torno de um reajuste do mínimo para R$ 380. A oposição, no entanto, afirmou que ainda vai lutar pelo valor de R$ 420, originalmente reivindicado pelas centrais sindicais.
"Vamos votar o valor que os sindicatos propuseram antes da reunião com o presidente. [Os sindicatos] se entregaram para o governo, ficaram fechados numa reunião com Lula que ninguém sabe o que ocorreu", afirmou Maia ontem.
Ele acrescentou que os sindicatos "não representam" a população brasileira e não podem fechar um acordo em nome de todos os trabalhadores.
"As ilações do parlamentar mancham a imagem dos legítimos representantes dos trabalhadores que há tempos lutam por um salário mínimo digno", rebateu a central sindical, em nota.
"Vale ressaltar que as negociações do aumento do salário mínimo entre representantes das centrais e do governo foram pautadas sobre a mais legítima forma democrática, resultando num acordo que beneficia milhões de trabalhadores", acrescenta.