De Alagoas, onde passou o feriado de Natal, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), deu início a uma série de articulações para viabilizar sua campanha à reeleição, em reação ao avanço da candidatura do líder do governo na Casa, o petista Arlindo Chinaglia (SP).
A idéia de Aldo é percorrer alguns Estados no início de janeiro, aproveitando o período de recesso no Congresso. Aliados devem se reunir com ele nos próximos dias para definir estratégias para a disputa.
O grupo quer evitar a consolidação do nome de Chinaglia, que, na semana passada, praticamente firmou um acordo com o PMDB —o partido o apoiaria agora para que, daqui dois anos, o PT apoiasse um peemedebista para o cargo.Aldo tem conversado diariamente por telefone com seus os aliados na disputa pela reeleição. O grupo avalia que Chinaglia não tem condições de reunir o apoio em massa do PMDB à candidatura petista.
Por isso, os aliados de Aldo têm dito que ele vai enfrentar Chinaglia no voto.
Até agora, Aldo conta com o PSB e o PC do B, partidos que juntos somam 30 deputados. Parcelas de PP, PR, PTB e PMDB também o apóiam. Diferentemente de Chinaglia, Aldo tem a simpatia de parte significativa da oposição, sobretudo do PFL e de tucanos ligados ao prefeito eleito de São Paulo, José Serra (PSDB).