Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Posse
Solenidade começa na AL
A Assembléia Legislativa reúne-se, extraordinariamente, em sessão solene, amanhã (1º), para dar posse ao governador eleito do Maranhão, Jackson Lago (PDT). De acordo com o edital de autoconvocação, assinado pelo presidente João Evangelista (PSDB), a cerimônia terá início às 16h no plenário Gervásio Santos.

Segundo o que determina a Constituição do Estado, a sessão solene será breve. Serão executados os hinos Nacional e do Maranhão. O governador eleito tomará posse perante os deputados e fará o juramento de cumprir as constituições Federal e do Estado. Em seguida, o pedetista deve usar a tribuna da Assembléia para um breve pronunciamento, em que falará sobre seus projetos para governar o Maranhão nos próximos quatro anos.
Após a solenidade oficial, Jackson Lago deve fazer uma visita ao Palácio dos Leões, onde recebe algumas autoridades e, por fim, dirige-se à Praça Maria Aragão - local onde foi realizada a festa da vitória nas eleições - para um comício e a participação de um show com bandas locais.
A expectativa em relação ao próximo governo está voltada, principalmente, para o plano emergencial a ser adotado nos próximos 180 dias. As propostas administrativas dos seis primeiros meses do governo Jackson Lago foram apresentadas pela equipe de transição ao governador eleito após estudos que começaram logo após as eleições.
Há clima de mistério, ainda, acerca do novo secretariado. Afora as informações divulgadas pela imprensa local - baseadas em conversas com fontes do próprio governo e do PDT -, nenhum outro anúncio oficial foi feito pelo ex-prefeito de São Luís.
Por enquanto, secretários definidos apenas os de Indústria e Comércio, o empresário Júlio Noronha; de Turismo, o também empresário João Martins Neto; e o chefe da pasta de Igualdade Racial, o pedetista João Francisco.
De acordo com os rumores propalados pelos aliados, pelo menos outras 13 secretarias já teriam seus chefes definidos. Jackson Lago, no entanto, ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Problemas
Além da cobrança exagerada dos aliados nas eleições por cargos, o governador eleito terá outro grande problema para contornar nos próximos quatro anos: o fato de que sua votação concentrou-se, principalmente, apenas em São Luís e Imperatriz. No restante do estado, a senadora Roseana Sarney (PMDB) - concorrente do pedetista no pleito - venceu em mais de 60% dos municípios.
O cenário mostra um Maranhão dividido e ainda reticente quanto à capacidade do pedetista de administrar o caos em que se transformou o estado após os quase cinco anos de desgoverno de José Reinaldo (PSB).