Professor Caio
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OS FALSOS ÉTICOS E MORALISTAS
*Hostilio Caio Pereira da Costa
O nício falando da virtude do egoísmo para podermos chegar a ética e a moral. Não falta quem pergunte o porquê do termo egoísmo, com conotação positiva, ao lado de virtude. Se todos nós sabemos que egoísmo é o oposto de uma qualidade virtuosa de caráter. O motivo é simples: egoísmo etimologicamente significa preocupação com nossos próprios interesses. Portanto, o termo egoísmo não tem nenhuma conotação, positiva. Na verdade, os interesses do egoísta é sempre maléfico para a sociedade e, por isso, cabe à ética responder a esse questionamento.
O que é moralidade, ou ética? É um código de valores que orienta as ações das pessoas e que determina o propósito e rumo de suas vidas. A ética, como ciência, trata da descoberta e da definição deste código. Para definir um código de ética objetiva, racional e científico, é necessário responder às perguntas: Para que serve um código de valores? O conceito de valor, de 'Bem ou Mal', é arbitrário, ou é metafísico, uma condição inalterável da existência humana? A ética é o território dos caprichos ou da razão? A ética é um luxo subjetivo ou uma necessidade objetiva? A alternativa a um código de ética objetivo, racional e científico, é uma ética mística com fundamentos sociais, com a sociedade no lugar de Deus. Nessa ética, o bem da sociedade é a fonte, o padrão e o critério ético; e o bem é tudo o que deseja a sociedade.
O problema é que a sociedade não é uma entidade, é apenas de um número de pessoas; se a sociedade é um princípio ético, então alguns indivíduos falam e agem em seu nome, e nos impõem os seus caprichos. Caprichos de quem? O meu, o da sociedade, o de um ditador, tanto faz. Para o moralista atual, a ética é subjetiva e está proibida de abordar a razão, a consciência e a realidade. Por isso, devemos questionar.
Por outro lado, os valores dependem de um objetivo último, um fim em si mesmo, e a vida é o único fim em si mesmo. A sensação física de prazer informa que o organismo está no curso certo de sua ação. Daí o pensamento não é uma função automática, já que pensar requer um estado volitivo de consciência focalizada. Portanto, focalizar ou não focalizar é escolher entre ser ou não consciente. Metafisicamente, ser ou não consciente é escolher entre a vida e a morte.
Todavia, o homem vai além: seu pensamento não é automático, instintivo ou involuntário, ou infalível. Deve pensar e assumir responsabilidade pelos resultados a fim de dirigir o seu pensamento.
Diante disso, o falso moralista visa primeiramente seus interesses. Sua característica depende de suas metas escolhidas; a escolha de metas depende dos seus desejos; e estes, dos seus valores. O fato de alguém desejar algo não quer dizer que o objeto do desejo seja bom para sociedade, e apenas uma satisfação para o seu interesse. Por isso, a escolha das metas de um homem deve ser racional e sempre guiada pela razão, e não por sentimentos ou desejos. Porque eu quero não é motivo para validar seus atos. Ele só age depois que um desejo passa pelo crivo da razão e que possa dizer: "Eu quero isto porque é certo para todos e não só para mim". Podemos dizer, ainda, que um homem racional sabe também que não pode ter valores contraditórios ou identificá-los com seus interesses. Só os que desprezam a razão, os místicos ou os subjetivistas, se permitem viver em um perpétuo conflito e com seus supostos interesses em permanente choque, entre si, e com os interesses dos outros.
Com o exposto, não se pode conceber mais no Maranhão o discurso mentiroso desses falsos paladinos da ética e da moralidade. Eles colocaram seus interesses pessoais acima dos interesses coletivos. A população maranhense não pode suportar essa manobra imoral e antiética de um grupo de demagogos que apoiaram o governo José Reinaldo apenas com a intenção de usufruir do dinheiro público.