ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2006 » Edição 418 » São Luís

Ano Novo: O Despertar de novas possibilidades



Data de Publicação: 31 de dezembro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto Anterior

Por Rafaela Marques
Da Editoria de Cidades

Com a instituição do calendário anual, em decreto do governador romano Júlio César, em 46 a.C, o 1º de janeiro foi fixado como sendo a data do reinício da contagem do calendário anual.


Para os romanos, esta era a data de Jano, o deus dos portões, que era representado com duas faces, uma voltada para frente, outra para trás. É daí que se deriva o nome do mês, janeiro.

Assim, para as culturas ocidentais, a celebração marca a entrada de uma nova etapa através dos portões do tempo. É também conhecida como Réveillon, do verbo francês revéiller, que significa despertar. Hoje, a entrada do Ano Novo agregou muitos outros significados, sem, no entanto, perder o seu sentido original.

Praia e Fogos
No Brasil, alguns dos costumes foram trazidos de outras culturas; outros foram aqui criados e só mais tarde importados para outros países. Dos costumes não nascidos aqui, o principal é de soltar fogos de artifício, que é originário dos Países Baixos, onde o show pirotécnico se dá de modo diferente. No Nieuwjaar, cada família faz a sua própria queima de fogos. Beber champanhe também não é um costume tipicamente brasileiro. Por ser uma bebida cara na Alemanha, o champanhe simboliza para aquele povo a fartura que deve se estender pelo ano que se seguirá.

Como não poderia deixar de ser, num país que foi colonizado primeiramente pelo litoral, onde existem 9.198km de costa marítima, foi exatamente na praia que o brasileiro construiu a sua tradição de receber o novo ano.

"Nosso país sempre foi muito ligado ao mar, exatamente por possuir um litoral tão extenso. Aqui atracaram os primeiros portugueses, e, durante muito tempo, a nossa principal ligação com a colônia se deu através do mar, assim como todas as trocas comerciais. A profissão de pescador é retratada em livros, novelas, e ainda hoje é sustento de milhares de famílias, muito embora a pesca industrial domine o mercado atual", avaliou a historiadora Marieta Arcângelo.

Unindo o nosso belo litoral ao show de fogos de artifício, temos um Réveillon tipicamente à brasileira. Os moradores de cidades interioranas - no sentido literal da palavra, interior do país - precisaram encontrar alternativas à falta de mar.

Foi por este motivo que começou o Réveillon da Avenida Paulista, a mais famosa rua de São Paulo, cidade de centro econômico do país e metrópole mundial, que, embora ofereça inúmeras opções de divertimentos aos seus moradores, não conta com um litoral. A festa na Paulista faz frente ao tradicionalíssimo Réveillon em Copacabana, a mais conhecida praia do Brasil, no Rio de Janeiro, onde pessoas de inúmeros países reúnem-se numa das celebrações mais conhecidas do mundo.

"Ainda assim, a presença da tradição é forte. Basta perceber a quantidade de carros que desce de São Paulo, capital e interior, para Santos, interior e litoral, para buscar do brilho do mar", observou Marieta.

Todas as crenças
Cada cultura e cada religião têm seu modo de receber o Ano Novo. Assim como os judeus celebram a chegada do novo calendário no nosso 15 de setembro e os mulçumanos fundamentalistas rejeitam a comemoração, os católicos, evangélicos e umbandistas de nosso país preparam também uma virada de ano ao seu modo.

Em São Luís, acontece na Praia do Araçagi o Réveillon de grupos da Renovação Carismática Católica. Cada uma das igrejas evangélicas da capital também planejou seu Réveillon, alguns deles com retiros espirituais.

Na Praia do Olho d'Água, é comum avistar os seguidores do candomblé batendo tambores, deixando oferendas na areia e lançando ao mar flores para Iemanjá - embora este último costume já tenha sido absorvido como superstição pelos não-seguidores da religião.

Para todas as crenças e para os céticos, no entanto, há algo em comum: o Ano Novo, ainda que seja apenas a chegada de um novo calendário, significa sempre o reveille, o despertar de novas possibilidades. Que elas representem mais felicidade para todos aqueles que têm amor no coração.

Simpatias e superstições de reveillon

Jamais comer galinha ou bode na ceia de Ano Novo. Segundo a crença, esses animais dão azar. Carne de porco deve ser o prato principal.

Vestir roupa branca: para as religiões africanas, o branco simboliza a pureza, a luz e a bondade.

Nota no sapato: os orientais acreditam que a energia de nosso corpo entra pelos pés. Sendo assim, o dinheiro no sapato atrai riqueza.

Roupa íntima colorida: devem ser usadas de acordo com o desejo da pessoa. Vermelho para quem quer paixão, amarelo para quem quer dinheiro, rosa para quem quer amor, azul para quem quer tranqüilidade, branco para quem quer paz e verde para quem quer saúde.

Pular sete ondas: para cada uma, um pedido.

Lentilhas ou sementes de uva na carteira: devem ser consumidas doze - correspondendo aos doze meses do ano - pouco antes da meia-noite, por cada pessoa da família. Para cada um pedido. Guardar as sementes na carteira ajuda a realizá-los e atrai fartura.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 418
Edição 418
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br