Rio
Esforço para conter violência
A polícia mantém, desde sexta-feira (29), operações em morros e favelas, após a onda de violência que atingiu o Rio ontem. A série de ataques resultou na morte de 18 pessoas.

Para coibir o aumento da violência, operações policiais foram realizadas na quinta-feira (28) e dez favelas foram ocupadas. Hoje, segundo a Polícia Militar, as ações continuam e são feitas com bases em denúncias recebidas.
Apesar dos trabalhos, o número de presos por suspeita de envolvimento nos ataques permanece em sete. As apreensões, no entanto, aumentaram. Na madrugada desta sexta, os policiais apreenderam mais uma granada e quatro revólveres. Outras duas granadas haviam sido apreendidas ainda na quinta-feira.
Violência
Depois de um dia marcado pela violência, ações criminosas voltaram a ser registradas no Rio, entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta, em menor número.
Na madrugada desta sexta, criminosos atiraram contra a fachada do Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Duque de Caxias. Aproximadamente 13 tiros foram disparados. Na Linha Vermelha, um tiroteio foi registrado.

A polícia diz que investiga se os fatos estão ligado à onda de violência ou foram ações isoladas.
Os corpos das sete pessoas carbonizadas na madrugada de quinta-feira (28) após o ataque ao ônibus da Viação Itapemirim, permanecem no IML (Instituto Médico Legal). A identificação depende de exames de DNA.
Os passageiros, que seguiam de Cachoeiro de Itapemirim (ES) para São Paulo, foram surpreendidos no trevo das Missões, que liga a avenida Brasil à rodovia Washington Luís. Um dos criminosos entrou, roubou passageiros, jogou gasolina no corredor e depois ateou fogo no veículo. Dos 28 passageiros, sete não conseguiram sair.
A expectativa é de que a identificação dos corpos leve até 30 dias. Os nomes dos mortos não foram divulgados.
Durante a série de ataques a delegacias, carros e cabines da Polícia Militar, também morreram dois PMs, uma vendedora ambulante, um homem e sete suspeitos.
Para tentar evitar novas ações criminosas e garantir a tranqüilidade das festas de Réveillon, as Polícias Militar e Civil colocaram 20.734 homens nas ruas para reforçar o policiamento. Dez favelas estão ocupadas por policiais.
Para o secretário da Segurança Pública, Roberto Precioso, os ataques foram planejados por criminosos de diferentes facções. Ele disse acreditar que a ordem teria partido de presos, que temem mudanças na administração penitenciária a partir de 2007, com a troca de comando do governo do Estado, e o endurecimento do regime disciplinar. Já o secretário da Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, disse que as ações foram uma reação às milícias de policiais e ex-policiais que tomam conta de morros e favelas na cidade.