ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Edição 164 » Editorial

Um homem amargurado


Data de Publicação: 1 de fevereiro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Chega a ser assustador ter o ex-prefeito Jackson Lago por perto. O homem parece a todo momento destilar uma bile envenenada, capaz de ameaçar a vida dos que os cercam. Ele sempre foi um homem amargurado. Não se sabe bem por quais razões. Mas é indiscutível que o homem carrega consigo uma pesada cruz, que faz dele um político sem qualquer vestígio de serenidade.

É só observar mais detidamente quando ele está com os outros membros da Frente da Traição. Enquanto os outros, sempre bem-humorados com a facilidade de acesso aos cofres públicos, aparecem nas fotos sorridentes, Jackson é sempre uma figura carrancuda. Mesmo diante dos fotógrafos aquela máscara de horror se desfaz.

Mesmo quando é eminentemente obrigatório sorrir para os eleitores, o máximo que alguém consegue extrair dele é um esgar no canto da boca. É como se ele vivesse numa tensão permanente, esperando sempre um golpe traiçoeiro de alguns de seus "fiéis" mosqueteiros.

Mas que ninguém se iluda. Isso não é algo de agora, do processo eleitoral desse ano. É esse um traço marcante nesse homem que não sorri, apenas odeia.

Quem ouviu ontem sua entrevista a uma rádio local, viu com perplexidade o quanto de ódio ele carrega dentro de si. Quando ele fala sua voz treme. Seu rosto, crispa-se ao se referir aos adversários e parece uma pedra de gelo quando elogia seus parceiros de Frente de Traição.

Refere-se à senadora Roseana com um escárnio indigno de um homem público que almeja governar o estado e unir todos os maranhenses. Suas referencias jocosas à sua adversária desnudam uma mente obsessiva, que parece querer destruir sua concorrente com as próprias mãos.

Cada vez que falava de Roseana ele repetia, compulsivamente: "a milionária Roseana; a milionária Roseana", num jogo em que ele queria fazer acreditar a ele mesmo que a ex-governadora não é a pessoa simples e respeitada por todos os maranhenses.

Suas mãos crispam-se e ele parece lançar dardos flamejantes de ódio quando indagado sobre seu colega e ex-correligionário, João Bentivi. Candidato de uma frente de pequenos partidos ao governo do Estado, que ele mesmo denomina de Frentinha, em contraposição à frentona reinaldista cujo maior expoente é o próprio Jackson, o ex-vereador foi tratado com grosseria por Jackson, em outra clara demonstração que na sua relação obsessiva-compulsiva com a política, não há lugar para o jogo democrático.

Jackson quer o governo não porque acredite que ele seja o ápice de uma carreira política ou porque tenha planos para ajudar o Maranhão a crescer. Ele quer o poder, simplesmente.

E para isso, destrói amizades, alia-se a corruptos, leva a própria mulher a ser protagonista de uma administração desastrosa, corrupta e venal, sem que isso lhe provoque qualquer ricto em sua face endurecida pelo ódio.

Jackson não quer o poder. Ele quer, a qualquer custo, a qualquer preço, ser governador. Não que isso seja um projeto pessoal. Longe disso. É uma obsessão que precisa ser tratada como tal.

Foi por isso que ele traiu o irmão, Beth Lago, mandou para São Paulo o outro irmão Zé Luiz, rompeu com Cafeteira, espreme Tadeu Palácio, bajula José Reinaldo e se comporta publicamente como o último homem de Neandertal.

É por isso que o Maranhão se recusa a tê-lo como governador.

BUSCA:

Edição 164
Edição 164
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br