Belo Horizonte - A exemplo do técnico do Milan, Carlo Ancelotti, o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, manifestou apoio ao goleiro Dida, que falhou no gol do Sampdoria, no empate em 1 x 1, pela última rodada do Campeonato Italiano. “Se o Dida foi duas vezes à Copa do Mundo e está indo para a terceira é porque ao longo da sua carreira mostrou qualidade”, disse Parreira, entrevista à Rádio Itatiaia.
Segundo o treinador da Seleção Brasileira, ninguém é “impunemente” campeão italiano e europeu, “jogando por uma equipe tão famosa e importante como o Milan”. Parreira esteve em Belo Horizonte na noite de segunda-feira, para receber o Troféu Telê Santana, na categoria futebol internacional, premiação organizada pela TV Alterosa.
Indagado se sua dúvida para o gol da Seleção na Copa da Alemanha, está entre Marcos, Gomes e Rogério Cenni, já que Dida e Júlio César estariam garantidos, Parreira não quis falar em nomes. “Não quero falar em nomes, a convocação vai ser apresentada no final de maio, não quero levantar nenhum tipo de possibilidade”, comentou.
“Acho que estamos atentos, temos dificuldades ainda para fechar o grupo. Isso vai ser resolvido, bem pesado e balanceado na época propícia. Nós temos quatro meses até a Copa e não precisamos antecipar nada agora”, afirmou Parreira.
A solenidade de entrega do Troféu Telê Santana, em homenagem ao treinador da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1982 86, contou com a presença ainda de outro ex-treinador do escrete canarinho, Wanderley Luxemburgo, atual comandante do Santos.
O atacante Marques, do rebaixado Atlético-MG, foi eleito o craque do futebol mineiro em 2005. O meia Kerlon, de 17 anos, foi escolhido a revelação. A seleção do Troféu Telê Santana acabou formada por Bruno, Zé Antônio, Cáceres, Willian (Ipatinga) e Wagner; Fábio Santos, Paulinho (Ipatinga), Léo Medeiros (Ipatinga) e Kelly; Fred e Marques. O técnico foi Ney Franco, do Ipatinga, atual campeão mineiro.