A exemplo de outros mercados de São Luís, a Feira do Mangueirão, no bairro da Divinéia, está jogado "à própria sorte" pela administração do prefeito Tadeu Palácio. Enquanto faz propaganda com o projeto de revitalização "Feiras Livres", a prefeitura não faz nada para melhorar a estrutura física dos mercados da cidade.
Fundada há quase 13 anos, a Feira do Mangueirão tem este nome porque começou à sombra de uma grande mangueira na praça central da Divinéia. No início, apenas os vendedores de peixe tinham bancas no local. Com os anos, foram chegando os comerciantes de produtos alimentícios, bares, restaurantes e lojinhas de confecções.
Apesar de existir há mais de uma década, a feira nunca passou por reformas por parte da Prefeitura. "Aqui tudo é avulso. O prefeito deveria fazer alguma coisa por nós, mas prefere nos deixar em meio à falta de estrutura e limpeza. As bancas são jogadas na ruas e nos finais de semana sofremos a invasão dos ambulantes das feiras livres, que nos impede de trabalhar na áreas deles, mas vem para cá disputar freguês com a gente", conta o comerciante Waldecy Santos, mais conhecido no mercado como Simão.
Segundo os feirantes, o mercado da Divinéia abastece os bairros do Turu, Araçagi, Sol e Mar, Vila Luizão, Habitacional Turu, Olho D'água e Pirâmide. "Quem vai para a praia também costuma encostar no comércio para comprar bebida, porque aqui é mais barato", conta a micro-empresária Paula Costa.
A feira também serve de ponto comercial para os moradores do Araçagi, que vendem caranguejo no local, para a comunidade de Iguaíba, que comercializa as verduras plantadas em suas hortas e moradores do Pirâmide, que também trabalham com hortifruticultura.
"O nosso mercado é muito bom, mas precisa de uma obra para melhorar. Ele começou só com uma esquina e hoje já ganhou o espaço de toda uma rua. A feira pode crescer mais, basta fazer o que é preciso para melhorar", opina a moradora Rafaela Duarte.