Lan House, Wang Park, La Maison. Esses são alguns dos nomes estrangeiros que diariamente os ludovicenses encontram em placas e anúncios pela cidade. Na verdade, o estrangeirismo toma conta de shopping centers (um outro exemplo) são lojas de importados. O que tem chamado a atenção do Ministério Público.
Em esfera nacional, o Ministério Público Federal quer proibir tais expressões. Em São Luís, a Promotoria do Consumidor, do Ministério Público Estadual, orienta que as palavras em línguas estrangeiras devem vir acompanhadas de tradução.
A "proibição" por parte do Ministério Público Federal deve resultar em uma ação civil pública na Justiça, que almejará que todos os consumidores tenham o direito de entender o que está escrito, já que o próprio Código de Defesa do Consumidor exige que a comunicação com o cliente seja clara e precisa.
Já o promotor do Consumidor, Carlos Augusto Oliveira, informa que não existe uma lei específica que proíba os comerciantes de utilizarem palavras em inglês, francês ou outro idioma. "Mas as palavras estrangeiras devem vir com uma tradução para facilitar a vida do consumidor", orienta.
Responsável por uma ação contra o uso de expressões como "off" e "sale" nas lojas de Guarulhos, o procurador da República, Matheus Baraldi Magnani, afirma que o uso exclusivo da língua estrangeira é discriminatório.