Surfando na onda 1
O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi avisado pelo ministro Jaques Wagner de que, pela primeira vez, Lula levará pessoalmente ao Congresso a mensagem de abertura do ano legislativo, na próxima terça. Em oito anos de mandato, FHC nunca participou da cerimônia.
Surfando na onda 2
A idéia é aproveitar a recuperação da imagem de Lula e demonstrar harmonia entre os Poderes. Também irão à abertura do ano legislativo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, os demais ministros do STF e os membros do Conselho Nacional de Justiça.
Ressaca brava
Senador governista comenta declaração do ministro do Desenvolvimento: 'O presidente está sem beber, mas o Furlan parece ter inaugurado o bar do Aerolula'. Chateado com a repercussão de suas palavras sobre a abstinência presidencial, Furlan passou o dia de cara amarrada.
Subindo a laje
O Planalto não está nem aí para quem aponta viés eleitoreiro e estímulo à favelização no pacote da construção civil. De olho no oceano de votos da população de baixa renda, os governistas apelidaram o conjunto de medidas de 'MP do puxadinho'.
Fora de cena
Na análise dos resultados da pesquisa 'Pulso Brasil', apresentada anteontem no Planalto, o Ipsos atribui a melhora na avaliação de Lula e do governo à transferência do foco do noticiário negativo para o Congresso.
Fábrica de bondades
O instituto enumera também fatores como os anúncios do novo salário mínimo e da quitação da dívida com o FMI.
Colega
Em passagem pelo Rio, José Dirceu participou de negociação sobre a coluna que pretende escrever para o 'Jornal do Brasil'.
Via alternativa
Se falhar a tentativa de levar Márcio Thomaz Bastos à CPI dos Correios, a oposição pretende apresentar requerimento na CPI dos Bingos. Alegará que o ministro da Justiça pode contribuir na elucidação de casos como Gtech-Caixa Econômica.
Na ponta da língua
A oposição morre de vontade de fazer perguntas ao ministro sobre suposto sinal verde dado pelas autoridades americanas para visita da CPI dos Correios aos EUA em novembro passado. A informação, no entanto, teria sido omitida pelo governo.
Voto vencido
Às vésperas da apresentação de seu texto, Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi engolido pela disputa PT x PSDB. Nos bastidores, o relator atuou contra a convocação de Dimas Toledo.
Um, dois
O PT pressiona o presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral, para garantir a ordem cronológica dos depoimentos. Como a convocação de Nilton Monteiro foi aprovada antes da de Dimas, suposto autor da 'lista de Furnas', governistas querem ouvir primeiro o lobista.
Boca no anzol
A cúpula do PFL desaprova a reação tucana à 'lista de Furnas'. Acha que, ao colocar seus principais líderes na linha de frente, o PSDB faz o jogo do governo: esticar o assunto.
Caminho livre
O PT aproveita a disputa interna no PSDB para amarrar o governo paulista na Assembléia. Com a bancada tucana envolvida na disputa Serra x Alckmin, o Orçamento-06 encerra mais uma semana sem aprovação.
Contra o relógio
Os petistas fecharam acordo por um incremento de R$ 50 mi na verba do Judiciário, mas o governo tem restrições. A exemplo de Lula, Alckmin terá investimentos comprometidos sem a aprovação da peça neste mês.
TIROTEIO
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) critica a abrangência das restrições no projeto para reduzir gastos eleitorais:
De agora em diante, não apenas o voto será secreto, mas o candidato também.
CONTRAPONTO
Fonte da juventude
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, participou anteontem de audiência pública na comissão especial da Câmara que estuda as propostas de revisão constitucional. Ele iniciou seu discurso com uma exposição a respeito da Constituinte, na qual teve intensa participação.
Encerrada a intervenção, o presidente da comissão, Michel Temer (PMDB-SP), resolveu brincar com a idade de Jobim:
Como os deputados podem ver, o ministro tem uma visão histórica da Constituição.
Jobim, 59, deu o troco na mesma moeda, fazendo uma alusão bem-humorada ao fato de Temer, 65, ser casado com uma jovem.
Por alguns motivos, o deputado Temer parece bem mais novo do que eu. Motivos esses conhecidos por todos.
Temer ficou vermelho, mas não deixou de rir bastante.