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política.com


Data de Publicação: 10 de fevereiro de 2006
 
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De paparazzi e voyeur
O jornalista de plantão de anteontem, nos porões do Palácio dos Leões, ao redigir o Infame JP de ontem, queixou-se da marcação cerrada que fotógrafos e cinegrafistas fazem sobre o casal governamental. E chama de paparazzi os que não se submetem ao tacão de José Reinaldo.

Para quem passou a vida debruçado sobre a vida alheia, achincalhando, humilhando, invadindo a privacidade e denegrindo a honra alheia, o JP chora por pouco. Afinal, ao que se sabe, os jornais não-amilhados jamais entraram na intimidade do governador e de sua mulher. Todas as fotos e imagens do casal foram feitas em lugares públicos, até porque como um déspota que é, Zé Reinaldo não permite a entrada da imprensa livre em sua residência de veraneio ou nos locais que diz trabalhar. Como figuras públicas, envolvidas em uma rumorosa separação, José Reinaldo e sua mulher Alexandra Miguel estão expostos à curiosidade pública.

Ser paparazzi não é nenhum demérito para um profissional. Afinal, segundo o dicionário Aurélio, paparazzi são profissionais que se dedicam a tirar fotos indiscretas de pessoas conhecidas ou célebres.

Pior é ofender a honra de uma pessoa, afirmar com todas as letras que essa trai o marido e depois, se une a essa pessoa apenas para esvaziar os cofres públicos.

Gestação I
A Associação dos delgados de Polícia divulgou uma nota condenando a matéria publicada por Veja Agora, sobre a carta de um presidiário que denuncia o delegado Uchoa de desmando em Pedrinhas. E faz uma ameaça. Vai identificar os autores e puni-los. Usa o mesmo argumento do agora patrão José Reinaldo para tentar silenciar quem não tem medo deles.

Gestação II
Com a ameaça do presidente da Adepol, uma certeza começa a ganhar corpo. A saída de Cutrim foi mesmo para dar espaço para um tipo de polícia que ele próprio mais combateu. O único medo que isso mete é que esteja em gestação uma nova ninhada de policiais da linha "Luiz Moura".

Zerelepe, o inimputável
Ainda repercute o "vigor" com que o governador José Reinaldo, o Zerelepe, para os íntimos, se insinuou para as meninas da Juventude do PDT. Embora esse vigor esteja longe de ser notado até pelas mais próximas, o governador pode ser acusado de assédio sexual. Mas, aí pode ter um atenuante. Os anciãos são inimputáveis.

Clima tenso
É de tensão o clima em Coelho Neto, onde os funcionários do Grupo João Santos continuam a aguardar uma manifestação da empresa sobre a indenização deles e o futuro de companhia. Segundo Francisco Pericó, líder dos trabalhadores, já foram fechados dois postos de gasolina do grupo e os trabalhadores estão matando reses da empresa para se alimentar.

Julinho Mocotó
Conhecido como Julinho Mocotó, porque durante sua administração servia o gorduroso prato aos doentes nos hospitais municipais de São José de Ribamar, o médico Julinho Matos enfrenta problemas no comando da Maternidade Marly Sarney. Os servidores tiveram seus salários reduzidos, o pagamento deles está atrasado há dez dias e duas ambulâncias estão sucateadas. Só falta servir mocotó nas veias!

Ameaça velada
O jornal de Lourival Peta Bogéa fez uma ameaça aos jornalistas que fazem fotos da primeira-dama: pode aparecer uma vítima fatal. Ou seja, a gente cala e deixa a mulher do governador passear em paz ou - quem sabe? - algum pistoleiro do cangaceiro do Mearim faz o serviço sujo.

O padre e o juiz
O padre José Wasensteiner, da Congregação dos Palotinos, pároco da Igreja de São Raimundo, em Codó, resolveu sair em socorro do juiz Jorge Moreno, afastado do cargo por fazer campanha para o PT. Num tempo de maré baixa para padres, o pároco assina uma nota ofensiva ao Tribunal de Justiça do Estado.

Medo?
Uma nota numa coluna de um jornal amilhado faz conjecturas e diz que o senador João Alberto será vice de Roseana porque teria medo de perder para João Castelo numa eleição para o Senado. Seja Cafeteira ou João Alberto o candidato de Roseana ao Senado, Castelo não mete medo. Ele já perdeu seis eleições seguidas e vai perder a sétima.

Atores
De tanto aparecer nas fotos oficiais, seja como trabalhadores rurais, seja como populares nos comícios dos frentistas, os jovens estudantes reinaldistas vão acabar arranjando um emprego. Ou serão atores do seriado "O Casal 20 separar", ou como garotos-propaganda de uma nova marca de óleo de lubrificar madeira. Quanta cara-de-pau!

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