CARNAVAL
Com a proximidade do período carnavalesco, aumenta o ritmo de preparativos nos barracões das escolas de samba da cidade, que se preparam para desfilar na Passarela do Samba. Em um dos ateliês da Flor do Samba, no Portinho, máquinas e costureiras trabalham freneticamente na confecção das fantasias das baianas, cuja ala conta com 82 integrantes.
Com o tema "Do Daomé à Casa das Minas", a escola, fundada em 1939, desfila esse ano com cerca de 3000 integrantes e 5 carros alegóricos 'gigantes', como faz questão de frisar Eduardo Santana, vice-presidente da escola. Os carnavalescos são o estilista Chico Coimbra e o artista plástico João Ewerton.
Segundo ele, esse ano a escola conta com 20 ateliês diferentes. Cada um atende uma ala da escola (são 20 alas). "A idéia é acelerar o trabalho", explica o diretor. Eduardo conta que a escola irá reeditar o carnaval de 1980 (mesmo tema), quando foi bi-campeã do carnaval maranhense.
"Vamos mostrar os negros que vieram da África até o Maranhão, com uma nova roupagem", diz o diretor que faz mistérios quanto ao que Flor vai mostrar na avenida, mas garante que o público vai poder conferir muitas novidades e surpresas.
Para entoar o samba-enredo, de autoria de Augusto Tampinha e Beto Pereira, a escola conta com as vozes de Rose Maranhão, Miguelzinho e Prazeres. Já a comissão de frente é composta por Abelardo Telles, responsável pelo comando e pela coreografia da mesma. A bailarina Olinda Saul é a porta-bandeira da escola que tem no bailarino Bruno o mestre-sala.
Quanto à portaria que disciplina a participação de menores e adolescentes no desfile, Eduardo Santana diz que a escola vai cumprir as exigências, mas questiona: Essa preocupação é só com o desfile da passarela, principalmente no dia das escolas. Nos outros lugares não há esse tipo de preocupação".