A CPI dos Correios aprovou, ontem, por unanimidade, a convocação do publicitário Duda Mendonça, de seus sócios Zilmar Fernandes e Armando Correia Ribeiro e do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. A votação foi simbólica.
Duda Mendonça terá de explicar à CPI as movimentações de recursos pela conta Dusseldorf e deverá negar a existência de outras contas em seu nome no exterior, como já declarou à Polícia Federal. Dimas Toledo deverá negar ser verdadeira a lista com 156 nomes de políticos que teriam recebido recursos de caixa dois da estatal para a campanha de 2002.
Os membros da comissão entraram em consenso somente sobre as convocações de Toledo, Duda e seus sócios. Há outras que deverão ir a voto e gerar disputas entre governo e oposição.
Uma delas trata do ex-assessor da Casa Civil e ex-secretário de Comunicação do PT Marcelo Sereno, acusado de interferir em decisões de fundos de pensão. O ex-dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, também deve ser convocado.
O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) afirmou não abrir mão das duas convocações. Petistas criticam a postura do deputado e dizem que sua intenção é atrair as atenções da imprensa. Na opinião desses parlamentares do PT, para investigar as operações desses fundos, bastaria a convocação de diretores do Banco Santos.