RIO DE JANEIRO - Último rival da seleção brasileira antes da convocação para a Copa do Mundo, a Rússia está disposta a estragar a festa dos pentacampeões. O lateral-esquerdo Calisto, há quatro temporadas no Rubin Kazan, alerta que os russos não entrarão em campo em clima de festa no dia 1º de março, em Moscou.
- É um bom teste para o Brasil, mas a seleção russa vai querer ganhar de qualquer jeito e pode complicar esse teste do Parreira. Eles estão muito motivados e vão correr os 90 minutos - diz Calisto, mandando um conselho aos jogadores que ainda tentam convencer o técnico a ganhar uma vaga no Mundial: - É melhor entrar em campo como se fosse o jogo da vida, porque os russos não vão dar moleza.
Além da motivação do rival, a seleção brasileira terá outro problema pela frente: o frio intenso nessa época do ano. Por causa do inverno rigoroso, os clubes russos fazem pré-temporada em outros países. O Rubin, por exemplo, já passou neste ano por Turquia e Espanha.
- A temperatura vai estar baixa, por volta de dois graus negativos - afirma.
Eleito o melhor lateral-esquerdo do último Campeonato Russo, Calisto avisa que o ponto forte da Rússia é a marcação. Com a bola no pé, pouco talento.
- Os russos não pensam muito. Tem um ou dois jogadores realmente bons - diz o lateral, que chegou a ser sondado para se naturalizar, mas o convite não chegou a ser feito. - Se recebesse um contato oficial, eu aceitaria, pois o Parreira não acompanha o futebol russo e sei que não tenho chances no time do Brasil.