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política.com


Data de Publicação: 11 de fevereiro de 2006
 
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Os novos fantoches
Exceto pela claque financiada pelo prefeito Tadeu Palácio e cooptada em algumas dessas associações estudantis de adolescentes financiadas pelo Palácio La Ravardière, que se rasgava em delírio cada vez que o patrão falava, a festa da aliança governista para lançar o médico Jackson Lago ao governo foi um primor de monotonia.

Dava pena ver os velhinhos e crianças, trazidas do interior, talvez a troco de alguns reais, sentados quietinhos nas cadeiras espalhadas pelo salão do Lítero. Nem sabiam o que estavam fazendo. Assistiam a tudo como um evento evangélico: com respeitosa cerimônia. No meio das mais de 50 cadeiras colocadas no palco onde as bandas faziam o carnaval no decadente clube social, misturavam-se nomes legendários da política como o deputado Neiva Moreira, do alto de seus quase 90 anos, e um pastor da Assembléia de Deus, que não fez uma única referência ao candidato reinaldista nos dois minutos em que falou ao seu rebanho.

Na platéia, anciãos e jovens arrebanhados nas escolas da periferia ouviam a tudo sem muito entender. Era difícil até saber quem era quem em cima do palco. Num local onde a banda "Os fantoches" perpetuou o Lítero como o melhor carnaval de salão, difícil era dizer quem não era um deles.

De olho!
Três homens de proa da comunicação da turma governista se reuniram ontem numa empresa que cuida das contas publicitárias da prefeitura de São Luís: o próprio dono da empresa, o chefe da Secom de um poder e o segundo na hierarquia da Secom de outro poder. Foram planejar como vão fazer para assumirem o comando da coordenação de propaganda da campanha de Jackson.

Haja saco!
Eles até chegaram a comemorar, mas agora estão indignados. A maior parte dos servidores mais humildes da Secretaria de Solidariedade Humana soltaram rojões quando souberam que a patroa tinha arrumado as malas e partido de vez. Descoberta a maracutaia da separação, e com a decisão dela de ficar até março, o que se vê são caras emburradas pelos corredores do órgão.

Terrorismo
O colunista de Bastidores, de O Parcial, vira e mexe volta à velha cantilena que o ministro Vidigal é o nome da manga de José Reinaldo. Das duas, uma. Ou ele está dizendo o que lhe mandam ou, então, está fazendo terrorismo para matar o velhinho do coração. O risco é Jackson não resistir e romper com os aliados governistas.

Avestruz
Dutra até que tentou ontem dar um troco na maioria do PT que não quer a legenda com José Reinaldo e os tucanos. Disse que o "seu" PT continua amilhado e que a decisão de continuar lá era difícil, mas necessária. Depois, sentado entre Castelo e Madeira, procurava, como uma avestruz, um buraco para enfiar a cabeça.

Bandida I
Os principais foliões da banda Bandida, que esquenta as tardes de sábado do carnaval maranhense pelo centro histórico, não escondem a euforia. Circula por lá que a Grande foi convidada para ser porta-bandeira da brincadeira. Talvez seja só boato, mas que seria interessante, isso seria. Afinal, ela já foi a madrinha gay.

Bandida II
A Bandida, aliás, este ano, está batendo todos os recordes de violência. A brincadeira, que em princípio era formada por jornalistas, escritores e artistas, se popularizou e se agigantou. Hoje é difícil não se ter uma briga a cada quinze minutos e um assalto a cada meia hora. E a polícia, ó!

Vampirismo
José Serra e Geraldo Alckmin entraram naquela fase do vale-tudo para saber quem é o candidato tucano que vai perder para Lula. Denominado de Vampiro Brasileiro, pelo impagável José Simão, Serra é capaz de pular na jugular do colega tucano para ser o ungido.

Omissão
Um cidadão de nome Paulo, da claque governista no Lítero, passou mal e caiu, durante o discurso do prefeito Tadeu Palácio. Embora ele e Jackson sejam médicos, Tadeu sequer parou seu discurso para que o cidadão fosse atendido. Com fome e transpirando muito, ele foi socorrido por populares e retirado do local. Não havia ambulância nem médicos para pronto-atendimento.

Festejado
Adivinhem qual foi o lugar preferido da rapaziada da Juventude Socialista do PDT durante o festim de ontem no Lítero? Acertou quem disse que foi o salão de jogos do clube. As mesas de sinuca e pingue-pongue ficaram abarrotadas dos jovens "líderes" pedetistas.

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