O anúncio do Tesouro Nacional de que o governo brasileiro vai recomprar até US$ 20 bilhões da dívida externa fez o risco-país cair mais de 14% ontem pela manhã.
Durante a tarde, no entanto, o risco diminuiu o ritmo de queda. Às 14h30, o indicador recuava 9,76%, para 231 pontos, após ter chegado aos 220 pontos - menor nível da história do índice, calculado desde 1994 pelo JP Morgan.
O risco-país funciona como um indicador da confiança do mercado financeiro na capacidade de um país pagar sua dívida. Quanto mais alto o risco, maiores são os juros cobrados pelos investidores para comprar títulos desse país.
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou ontem que o objetivo principal com a recompra é tirar de circulação os títulos com vencimento até 2010 e os bradies - que foram emitidos pelo Brasil para refinanciar os contratos rompidos pelo país na moratória dos anos 80.