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Enquanto adjunto concede entrevista quadrilha assalta banco no sul


Data de Publicação: 11 de fevereiro de 2006
 
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AUTO PROMOÇÃO

Enquanto o adjunto da Secretária de Segurança Pública, delegado Jefferson Portella concedia entrevista em uma rádio local mostrando a nova personalidade adquirida após a nomeação, bem como o poderio de fogo dele dentro da pasta, três homens armados voltaram a assaltar uma agência bancária no sul do Estado.

Na ação, de forma estratégica, os bandidos que se dividiram para agir, ficando um na porta e outros dois dentro da agência, conseguiram fugir levando uma quantia não revelada, dentro de uma fronha de travesseiro, e o celular de um funcionário. No início da semana, no município de São João do Paraíso, cerca de 8 homens assaltaram uma outra agência do mesmo banco.

Depois de arrebentar o prédio com rajadas de metralhadoras e pistola, balear um militar e obrigar o gerente a abrir o cofre, os bandidos fugiram levando todo o dinheiro, sem que a polícia de José Reinaldo, Raimundo Marques e Jefferson Portela conseguisse 96h depois da ação criminosa, dar qualquer resposta à população.

O mesmo aconteceu em Grajaú. Apesar de policiais de Porto Franco e Estreito terem sido mobilizados, até o fechamento da nossa edição a polícia não tinha paradeiro dos acusados. A polícia não descarta que os bandidos que agiram em Grajaú sejam os mesmos que assaltaram na cidade vizinha.

Além de comunicar a transmissão do cargo de presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil, instituição que comandou durante alguns anos, a entrevista serviu para o adjunto demonstrar quais os rumos que serão dados para o setor e tranqüilizar, o que não será uma tarefa fácil, a população para o modelo de segurança implantado pelos novos mandatários.

Jefferson Portela fez vários anúncios, entre eles, a implantação de um grupo de elite na Polícia Civil que, coincidentemente, será comandado pelo delegado André Gossain, um dos diretores da Adepol, além do envio de 12 delegados para a Regional de Imperatriz, subindo assim de 8 para 20 o número de delegados no segundo maior colégio eleitoral do Estado.

Ofuscando de forma visível o titular da pasta, Jefferson também anunciou a manutenção do delegado Hagamenon Azevedo no comando da Regional de Imperatriz. "Trabalhou bem fica onde está", disse ele explicando a decisão, esquecendo-se que dentro da Segup é de domínio público que a indicação dos cargos de primeiro escalão, bem como o comando de regionais, nem de longe o fator competência é o critério usado, tendo em vista o projeto político da "Frente da Traição".

Osmose

Desde que entrou para os quadros do Estado como delegado, Jefferson Portela foi um dos mais ardorosos críticos da forma de administrar do ex-secretário Raimundo Cutrim chegando, inclusive, a fazer criticas publicamente ao ex-chefe. No entanto, apesar do pouco convívio, parece que por osmose, Portella apreendeu a se comportar de maneira igual ou pior daquela tão combatida por ele mesmo.

De forma mais impressionante ainda, em pouquíssimo tempo ele mostrou que já apreendeu a agir como o chefe maior, José Reinaldo Tavares, deixando-se dominar por sentimentos vis e pequenos, sem levar em consideração que poderá estar colocando em risco a segurança da população, à maneira como José Reinaldo vem fazendo com todo o povo do Maranhão.

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