A rede pública de saúde registra um surto de diarréia em Teresina (PI). Segundo dados da Fundação Municipal da Saúde, cerca de 5.500 notificações da doença foram contabilizadas em janeiro. Um aumento de 463% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 977 registros da doença.
Em fevereiro, levantamento parcial da fundação aponta que, até esta sexta-feira, 1.649 casos tinham sido notificados. Nos últimos quatro meses de 2005, a média de notificações girou em torno de mil, afirmou a coordenadora de ações assistenciais da fundação, Amariles Borba. Não houve mortes em razão da diarréia.
Grande parte das pessoas que procurou os postos de saúde e hospitais municipais apresentava um quadro de diarréia, acompanhado de febre, náuseas e vômito.
A causa do surto é investigada pela fundação e por uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde. Segundo Borba, amostras da água fornecida à população estão sendo examinadas no laboratório de saúde pública do governo do Estado do Piauí.
O Ministério da Saúde informou que a Vigilância Sanitária em Teresina realizou coleta de amostras de água para consumo humano em 86 bairros da capital. Exames que possam identificar a presença de vírus ou bactérias nas fezes dos doentes também estão sendo realizados. "Amostras de fezes foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para análise virológica", disse Borba.
O surto de diarréia no município não é específico em uma região da cidade. Conforme dados da Fundação Municipal da Saúde, todos os bairros da capital do Estado tiveram registros da doença.
A diarréia é uma doença auto-imune. Entre as recomendações às pessoas que apresentarem diarréia estão a busca de atendimento nas unidades de saúde, a ingestão de líquidos, para evitar uma possível desidratação, e, em alguns casos, a administração de soro de reidratação oral.