ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Fevereiro/2006 » Edição 175 » Editorial

Trinta vezes cinco


Data de Publicação: 14 de fevereiro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Fazer jornalismo sério nunca foi uma especialidade da alta cúpula de O Imparcial e dos donos do Jornal Pequeno. O primeiro deu como o grande furo de reportagem de toda sua história um flagrante da apreensão de 400 mil reais, num avião, que supostamente estaria sendo levado para o pagamento de cabos eleitorais. Junto com a machete da apreensão, o O Imparcial dava como favas contadas a derrota de José Reinaldo.

A má administração da empresa o levara à beira da falência e o jornal só não foi vendido porque os herdeiros do espólio de Assis Chateaubriand, fundador dos Diários Associados, a cujo grupo o jornal pertence, ingressaram na Justiça pedindo o cancelamento da venda do jornal.

A gestão temerária dos dirigentes do matutino os levou então, a uma jogada suicida. Em troca de algumas dezenas de milhares de reais por mês, passavam uma esponja em tudo o que disseram do governador e passaram a apoiá-lo incondicionalmente.

O Imparcial, invertendo o próprio título, se tornou mais ainda parcial, venal e mentiroso. Desrespeita seus leitores e agride a boa fé da população, submetida a seus constantes vexames que o levaram a produzir, nenhum resquício de pudor ou caráter, a foto em Itapecuru, escandalosamente fraudada e denunciada por Veja Agora.

Sábado, outra vez na vã tentativa de ressuscitar os corpos inanimados da frente reinaldista, o jornal voltou a mentir, de forma deslavada, chegando ao descrédito absoluto.

Mentiu ao divulgar que eram 154 os prefeitos que estavam no comício da coligação governista. Multiplicaram por cinco o número real de prefeitos, cuja a esmagadora maioria, antes de ir ao festim reinaldista, havia passado na casa de Roseana para lhe emprestar apoio à sua recondução ao governo. O Imparcial também mentiu ao dizer que havia 27 deputados. Foram entre 23 e 25, não mais. Pelo menos dois, Helena Heluy e Pavão Filho não estiveram no palanque governista.

O Imparcial mentiu ao dizer que no comício no Lítero havia mais de 15 mil pessoas. Só para se ter uma idéia, o estádio Nhozinho Santos comporta apenas 12 mil pessoas e é cinco vezes maior que o salão do Lítero.

Mas o jornal O Imparcial não fez isso sozinho.

Aluno fiel e dedicado da prática escroque de fazer jornalismo do Jornal Pequeno, a turma de Marcos Nogueira apenas reproduziu o que Lourival Bogéa vem fazendo anos a fio no seu Jornal Pequeno. Exemplo acabado de jornalismo delituoso, o Jornal Pequeno fez exatamente o que O Imparcial fez. Mentiu sobre o número de deputado, mentiu sobre o número de prefeitos e mentiu sobre o número de pessoas presentes ao acontecimento.

Mas, isso, não é nenhuma novidade. Para fazer fortuna às custas da honra alheia, Lourival Bogéa é capaz de pisar no pescoço dos próprios irmãos, abandonar os amigos como indigentes em hospitais públicos, como fez com o grande amigo de seu pai, o ex-gráfico Gereba e, sem qualquer pudor, vender a própria alma ao diabo. Isso, desde que o diabo tenha as chaves do cofre do Estado.

Como se vê, o Jornal Pequeno e O Imparcial se alimentam na mesma manjedoura, pois, nascidos da mesma pocilga, não seriam o que são se não houvessem optado pela infâmia, pela mentira que sublima o interesse privado ao público e se não tivessem transformados seus leitores em vítimas de um grande engodo que os está levando ao descrédito total.

BUSCA:

Edição 175
Edição 175
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br