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Manobra de amigos de Alexandra tiraram Ipem da Pró Saúde


Data de Publicação: 14 de fevereiro de 2006
 
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Surgem novos indícios de maracutaia no processo que vai resultar na vitória do Instituto Cidadania e Natureza - ICN, na luta pela administração do Hospital Doutor Carlos Macieira, Ipem. Além do fato do ICN ter sido "preparado" recentemente para atender exigências legais, como não ter que participar de licitações, sabe-se agora que, antes mesmo do contrato ser assinado, o Instituto Cidadania e Natureza já está lá dentro, colhe assinaturas de médicos em papéis em branco para dizer que tem corpo técnico e quer recontratar o pessoal demitido pelo Pró Saúde por salários inferiores aos que recebiam antes.

A Pró Saúde cobrava R$ 1,8 milhão por mês para administrar o Hospital do Ipem e foi detonada de um novo processo de licitação por uma liminar pedida pelo advogado Ulisses Sousa (ex-professor de Alexandra Miguel Cruz, advogado particular do governador e da ex-primeira-dama e agora Procurador Geral do Estado). Com isso foi possível colocar no esquema o ICN comandando pela própria Alexandra. O ICN vai pegar R$ 2 milhões por mês, R$ 200 mil a mais do que A Pró Saúde, que é a mais capacitada organização de gerenciamento hospitalar do Brasil.

Para "melar" o processo de licitação e tirar do Ipem A Pró Saúde, quem recorreu por meio do advogado Ulisses Sousa foi uma empresa imobiliária, de Salvador, que nada tem a ver com questões da Saúde. Criado o impasse, o governo comandado por Alexandra Miguel deu o hospital para a ICN, que tem como diretores os mesmos que tocam a Cooperativa Centervida, detentora de nove outros contratos de administração hospitalar do estado, um esquema que está se preparando para consumir cerca de R$ 10 milhões de reais por mês do governo.

As auxiliares de enfermagem demitidas depois da queda da pró Saúde foram chamadas pelo ICN, mas reagiram diante da proposta de redução drástica de salário. Ontem, no final da tarde, houve uma reunião entre as auxiliares e a direção da ICN. Os servidores ameaçaram parar a instituição caso prevalecesse a tese da redução de salário e os novos dirigentes do IPEM recuaram e mantiveram os salários de acordo com o que vinha sendo pago.

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