O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou ontem que o PMDB trabalha com um único cenário: o lançamento de uma candidatura própria, com a realização de uma prévia no dia 19 de março. Hoje, há dois pré-candidatos dentro do partido: o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, e o ex-secretário do Governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.
"Falam no PMDB indicar um vice. Isso não existe nem em relação ao PT nem ao PSDB. O PMDB administra cenário único de candidatura própria. Fora disso é só especulação", disse ele, que junto com o senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
Calheiros destacou que o PMDB sempre sonhou com uma candidatura própria capaz de unir as correntes do partido e transformar a expressão regional do partido, que tem de 15 a 16 candidatos competitivos nos Estados, segundo ele, em uma "força nacional'.
Sobre a saída dos ministros caso a candidatura própria seja oficializada, Calheiros disse: "essa é uma decisão que vai caber ao presidente e aos ministros". Ele evitou anunciar qual candidato deve apoiar nas prévias, mas destacou que o escolhido pelo partido somente será forte se unir competitividade e capacidade de unir as correntes internas da legenda.
Renan era considerado um dos defensores de uma aliança eleitoral do PMDB para chapa majoritária nas eleições desse ano. Segundo ele, depois que o partido definiu o lançamento de uma candidatura própria, o que passou a ser discutido foi o calendário. "Muita gente gostaria de submeter o seu nome à decisão do partido. Esse calendário impossibilitou que isso ocorresse", disse ele, dando como exemplo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, e também o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz.