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Educação abre seletivo para empregar cabos eleitorais do governo e de Jackson Lago


Data de Publicação: 16 de fevereiro de 2006
 
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A criatividade do governador José Reinaldo (PSB) e dos seus comandados para lesar o erário e obter vantagens à custa da máquina administrativa do Estado mostra-se, a cada dia que passa, mais apurada.

O novo esquema do chefe do Executivo Estadual para beneficiar os seus apadrinhados e garantir mais recursos para o caixa de campanha do seu grupo com o objetivo de financiar a campanha eleitoral pode ser observado no Edital de Processo Seletivo Simplificado nº 001/2006, de 8 de fevereiro de 2006.

A publicação tem como objetivo, supostamente, abrir o processo para a "Contratação Temporária de Professores da Educação Básica, para atuarem na capital e no interior do Estado", de acordo com o texto da Secretaria de Educação (Seduc).

No entanto, a despeito do objetivo explícito, suspeita-se que a abertura da seleção tenha como único intuito garantir que a Seduc absorva o máximo de cabos eleitorais do Governo do Estado e correligionários de Jackson Lago (PDT), candidato de José Reinaldo para ocupar sua vaga no Palácio dos Leões.

Depois de ter batido o pé para que o grupo o anunciasse como candidato nas eleições de outubro - sob pena de romper com a coligação e lançar-se candidato independente -, o ex-prefeito teria, também feito várias exigências por cargos para lotar seus colegas de partido mais próximos.

Processo

As evidências ficam ainda mais claras quando se analisa com mais critério o inteiro teor do edital. De acordo com o documento, para se candidatar a uma vaga como professor na Rede Pública Estadual de Ensino, o pretenso professor precisa, apenas, apresentar o diploma comprovando a conclusão de curso superior na área de ensino - diplomas de mestrado e doutorado também serão aceitos - e preencher um formulário relatando as suas experiências como educador.

Nenhuma prova será realizada, nem tampouco entrevistas ou mini-aulas para a avaliação dos candidatos às 4.987 vagas abertas pela Secretaria de Educação, o que deixa brechas as mais diversas para a manipulação de resultados e lotação de apadrinhados nos cargos que convierem ao governador e ao seu candidato à sucessão.

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