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Mães e professores denunciam falta de segurança em escola


Data de Publicação: 16 de fevereiro de 2006
 
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VINHAIS

Mães de alunos e professoras de uma escola para crianças especiais que funciona na Rua 105, no Vinhais, estão denunciando a falta de segurança na escola que fica em frente à Funac . É fácil constatar o porquê da insegurança que ronda os que trabalham ou têm filhos na escola.

O portão principal fica aberto o dia todo, sem qualquer vigia ou segurança. Na portaria, ninguém. Na rua, pouco movimento. Ou seja, as condições são propícias para que qualquer um que deseje entre na escola.

Marlene Fonseca Santos é mãe de uma criança de 8 anos que estuda na escola. Para ela, a localização da Funac em frente ao Colégio João Mohana é motivo de preocupação. "Não acho certo. Agora mesmo um rapaz que trabalha aqui na escola estava dizendo que fogem muitos presos daí. O portão fica aberto o tempo todo e só tem vigia à noite. Entra quem quer aqui", denuncia.

Marlene não é a única a se preocupar com a falta de segurança. Veja Agora entrevistou seis professoras da escola. Todas elas, que não se identificaram por motivos óbvios, foram unânimes em criticar o descuido com a segurança no local. Uma delas confirma a falta de vigia no estabelecimento. "Não deixa de ser um perigo. Qual é a segurança que tem aí? E se um dos presos fugir, entrar aqui e fizer os professores e alunos de reféns? Aqui tem crianças que não andam, só de cadeiras de rodas. Tem outros, que se alguém pegar no braço leva para onde quiser", alerta.

Outra professora chama a atenção para o fato da Funac não ter cerca de arame farpado, o que facilita uma provável fuga. "O muro também é muito fino, da espessura de um tijolo. E não tem nem guarda na porta". Segundo ela, a falta de segurança na escola é culpa do governador José Reinaldo, que tirou os vigias.

A professora ressalta outros problemas que alunos e pais de alunos enfrentam. Ela mostra a rua por onde os que têm deficiência têm de se locomover em cadeiras de rodas ou mesmo nos braços. Cheia de buracos, a rua é ainda "brindada" por um esgoto que escorre livre pela via.

Na escola, o descaso não se limita à falta de segurança. Por todo o pátio, podem-se observar mato, lixo, calçadas quebradas, falta de rampa de acesso na entrada da escola, muro e paredes com pintura descascada, brinquedos quebrados e outros exemplos do descaso do governo com a instituição.

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