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Equilíbrio no meio-campo da seleção brasileira


Data de Publicação: 16 de fevereiro de 2006
 
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RIO - No “quadrado mágico” de Parreira, Ronaldo e Adriano são os responsáveis pelos gols, enquanto Ronaldinho Gaúcho entra com a beleza do jogo. Porém, o quarto ponto do esquema responde pela objetividade, fator fundamental para o time chegar à vitória: Kaká.

Sem a mesma badalação dos Ronaldos, o craque do Milan conquistou a confiança do técnico e da torcida e hoje é uma das principais esperanças para a conquista do hexa na Copa do Mundo da Alemanha. Para Tostão, sem Kaká seria impossível a utilização do esquema ofensivo da seleção brasileira.

- Ele faz três funções muito bem: marca, arma e ataca. O time só tem o quarteto por causa dele, porque dá o equilíbrio - analisa o ex-jogador.

Depois de surgir como “Cacá” no São Paulo em 2001 na conquista do Rio-São Paulo, marcando o dois gols na conquista do título sobre o Botafogo, o meia trocou o nome para “Kaká”, brilhou mais dois anos no Tricolor e em 2003 foi para o Milan, onde virou ídolo em apenas uma temporada, e casou.

Na seleção, a história do meia começou no dia 31 de janeiro de 2002, quando disputou sua primeira partida com a camisa amarelinha: 6 a 0 sobre a Bolívia, entrando no lugar de Juninho Paulista aos 21 do segundo tempo. Mais dois jogos (vitórias sobre Islândia e Malásia) e já estava na Copa, com apenas 20 anos, ganhando uma chance de Luiz Felipe Scolari após um pedido do filho do técnico.

Na campanha do penta, participou somente do terceiro jogo da primeira fase na vitória por 5 a 2 contra a Costa Rica, substituindo Rivaldo aos 26 da etapa final. Por coincidência, o jogo foi no dia 13 de junho, data da estréia do Brasil na Copa de 2006 contra a Croácia. Porém, agora, o meia é titular absoluto.

A partir de 2003, com a chegada de Parreira à seleção, Kaká começa a ganhar espaço. Além de ganhar mais físico e aprimorar seu jogo, o meia contou com a queda de produção de Rivaldo. Em um ano do técnico no comando do Brasil, Kaká passa a ser dono da vaga. Poupado da Copa América de 2004, em 2005 conquista a Copa das Confederações.

No total, o craque já tem 32 partidas com a camisa brasileira, marcando nove gols. Até o momento foram 18 vitórias, dez empates e quatro derrotas.

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