Ensaio teatral do Louro José
O governador José Reinaldo esteve, ontem, no programa do professor de medicina Chico Viana. De cabelos pintados de um louro típico de quem usa água oxigenada comprada em farmácias, o governador fez o que se pode chamar de um ensaio teatral. Talvez também pela notória dificuldade do apresentador com as palavras, as perguntas foram todas redigidas antecipadamente. Nada foi perguntado ao governador que fugisse ao script.
Demonstrando a mesma apatia que vem marcando suas aparições nos últimos meses, o governador fez uma revelação surpreendente apenas para quem não o conhece: disse que sofreu com o rompimento com Sarney, porque participou durante toda sua vida no grupo do senador. Foi patético.
Se disse perseguido e que não persegue ninguém. Pessoalmente, só às vezes. O Louro José prefere pagar seu afilhado Lourival Peta Bogéa para fazer o jogo sujo no Jornal Pequeno. E conta ainda com outra galera amilhada para completar a sujeira. Gente como o próprio entrevistador e sua TV São Luís, a turma de O Imparcial, comandada por Marcos Nogueira, a Rádio Capital, do deputado Roberto Rocha, e mais uma lista interminável de jornalistas e falsos jornalistas que diariamente atacam Roseana.
Apesar do ensaio, o ator Louro José e seu ventríloquo são dignos de teatrinho mambembe.
Cadê os outros? I
Toda a imprensa amilhada divulgou que o ex-deputado Paulo Marinho está sendo caçado pela polícia pelo não pagamento de pensão alimentícia. Se PM tem dívidas, que pague ou preste contas à lei. Mas, cadê os outros? Enquanto isso, dorme numa das gavetas da Central de Precatórios uma carta da Justiça gaúcha pedindo a prisão do governador pelo mesmo motivo. E, no entanto, ele continua livre, leve e solto!
Cadê os outros? II
Aliás, não é só o governador quem está enrolado até o pescoço com problemas com a Justiça por não gostar de pagar pensão alimentícia. Tem muito mais gente graúda que sequer quer reconhecer os filhos ou, desnaturados, deixam de lhes pagar a pensão devida. A coluna está fazendo um levantamento e vai dar os nomes aos bois.
Peta campeão
No site do TJ é fácil comprovar o grau de periculosidade de Lourival Peta Bogéa. Uma breve consulta mostra que Lourival tem correndo na Justiça um catatau de processos dignos de um Escadinha. Ao todo são 64 registros de queixa-crimes, interpelações e vários outros tipos de crimes tipificados no nosso arcabouço jurídico. Esse é o melhor amigo de José Reinaldo.
Confetes
A Caema, do filho do deputado Carlos Braide, Eduardo Braide, comprou de uma empresa local a quantia de 7 mil resmas de papel A-4, do tipo usado nas impressoras comuns. São nada menos que três milhões e quinhentas mil folhas de papel.
Como é tempo de carnaval, espera-se que o filhinho do papai não resolva fazer confete com o papel.
Prêmio
O ex-professor da aeromoça Alexandra Miguel, Ulisses Sousa, toma posse hoje como procurador-geral do Estado. É o prêmio por tanta dedicação à causa de salvar o governador e a primeira-dama das garras da lei. Mas entra sob intenso tiroteio do grupo de oposição da OAB, que o acusa de apoiar várias irregularidades.
Degolado?
O porta-voz de Alexandra em O Parcial, Marcos Nogueira, jogou pesado contra alguns colegas e andou pedindo a cabeça de alguns aliados reinaldistas. Protegido da secretária Flávia Regina, que é quem, segundo dizem, lhe paga as constantes viagens para cuidar de sua combalida saúde em São Paulo, Nogueira foi reprimido pela chefe e está há alguns dias sem assinar sua bissexta coluna.
Dois estilos I
No dia 28 de agosto do ano passado três ex-presidiários barbarizaram nas ruas de São Luís e acabaram matando um vigia no centro da cidade. Na época, sob a orientação do secretário Raimundo Cutrim, o coronel Francisco Melo conseguiu prender os bandidos sem detonar um único tiro. Era a escola Cutrim.
Dois estilos II
Na última terça-feira um marginal tirou a vida de um policial dentro da casa da vítima, apesar de ele ter alertado sua corporação de que corria risco de morte. A polícia, agora sob o comando de Raimundo Marques, agiu rápido: matou o assassino. É a escola Luiz Moura.