O Conselho de Ética da Câmara aprovou por 10 votos a três o relatório que pede a cassação do deputado João Magno (PT-MG) por quebra de decoro parlamentar.
O processo deve seguir, agora, para votação em plenário da Câmara - a data ainda não foi definida.
Magno é acusado de ter recebido R$ 426 mil das contas do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, suposto operador do esquema do "mensalão".
Em sua defesa, o deputado afirmou que recebeu os recursos em boa-fé, por orientação da direção nacional do PT. O dinheiro foi utilizado para saldar dívidas de sua campanha a deputado federal, em 2002, e a prefeito do município de Ipatinga (MG), em 2004. Porém, a prestação de contas ao TRE de Minas Gerais só foi feita em outubro de 2005, depois do escândalo do "mensalão".
Votação
Votaram pela cassação de João Magno os deputados Orlando Fantazzini (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Ann Pontes (PMDB-PA), Nelson Trad (PMDB-MS), Jairo Carneiro (PFL-BA), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Josias Quintal (PSB-RJ), Moroni Torgan (PFL-CE), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Colbert Martins (PPS-BA).
Os deputados que votaram contra a cassação de Magno foram Ângela Guadagnin (PT-SP), Jose Carlos Araújo (PL-BA) e Sandes Júnior (PP-GO).